Cisco aponta ransomwares como a maior ameaça virtual da atualidade

Por Redação | 26 de Julho de 2016 às 09h39

A Cisco divulgou nesta terça-feira (26) o seu Estudo Intermediário de Segurança 2016, e os dados são alarmantes. Segundo a pesquisa da empresa, o maior perigo enfrentado pelos internautas em 2016 são os ransomwares, tipo de malware que "sequestra" o aparelho ou sistema operacional e só o libera mediante pagamento de uma quantia em dinheiro.

Nas palavras da Cisco, muitas organizações estão despreparadas para ataques futuros de ransomwares, que serão ainda mais sofisticados do que os existentes atualmente. Embora não seja novo, o esse tipo de praga virtual se consolidou em 2016 como o tipo de malware mais rentável da história.

Entre as novas características que deverão estar presentes nas próximas gerações de ransomware estão a utilização de vulnerabilidades de uma imensa variedade de produtos, replicação de todos os drivers disponíveis no mercado, infecção de arquivos, atividade limitada de força bruta e uso extensivo de backdoors.

Além do ransomware, entre setembro de 2015 e março de 2016, a Cisco notou um aumento no tráfego HTTPS relacionado a atividade maliciosa, o que representa um aumento de adwares, entre outros na navegação dos usuários.

Ainda de acordo com o relatório, grandes empresas apresentaram vulnerabilidades que permaneceram indetectáveis e/ou não resolvidas por mais de 10 anos. No total, 3,2 milhões de máquinas identificadas pela Cisco estão correndo riscos. No primeiro semestre do ano, cerca de 80% das tentativas bem-sucedidas de invasão ocorreram via kits de exploração que se utilizaram de brechas no Adobe Flash.

Problemas com solução?

Mesmo que a ameaça dos ransomware seja grande, existem formas de combatê-la. Para a Cisco, são necessárias 13 horas para identificar um ransomware instalado na máquina.

Um dos problemas é que os próprios usuários não se ajudam. O relatório mostra que mesmo quando empresas de software disponibilizam atualizações com melhores opções de segurança, os usuários não fazem o download e nem instalam esses updates.

A maneira mais efetiva de manter-se protegido é ter sempre softwares e antivírus atualizados. Organizar "faxinas" nas redes utilizadas pela empresa afim de encontrar interferências e problemas de rede também são medidas efetivas.

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