Cibercriminosos usam a Copa do Mundo para aplicar golpes e enganar internautas

Por Ramon de Souza | 27 de Março de 2018 às 20h08
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Kaspersky

A Kaspersky, empresa russa que atua no ramo de segurança cibernética, acaba de emitir um alerta a respeito do crescente número de golpes que usam a Copa do Mundo Rússia 2018 como pretexto para enganar os internautas brasileiros. Em um dos scams, os criminosos prometem oferecer gratuitamente um álbum oficial de figurinhas do evento, mas obrigam a vítima a informar seus dados pessoais em um formulário online.

“Com a proximidade de mais um grande evento como este, veremos muito mais golpes usando essa temática”, afirma Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky Lab no Brasil. “Em 2014, quando o campeonato aconteceu no Brasil, vimos os golpistas usarem essa tática muito antes da realização dos jogos. Mas nesta edição em específico, vimos que o tema não despertou muito interesse, o que fez com que esses golpes aparecessem de forma tardia”, completa.

Esse tipo de golpe geralmente se espalha pelo WhatsApp, sendo compartilhado com links encurtados em grupos e em conversas pessoais. Ao acessar o endereço, a vítima precisa se cadastrar no site malicioso e é seduzida a compartilhá-lo com seus amigos através do próprio mensageiro. Obviamente, o brinde prometido nem sequer existe, e, ao fim do processo, a página redireciona o internauta para outro endereço igualmente perigoso.

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Exemplo de mensagem maliciosa (Imagem: Kaspersky)

Assolini também lembra que são comuns os scams que prometem viagens e ingressos para as partidas — nesses casos, os criminosos constroem um site caprichado, se passando por empresas de grande porte e renome. “Promoções de bancos e cartões de crédito costumam pedir o número completo, ou os 6 primeiros dígitos [do cartão de crédito], para confirmar se a pessoa é elegível”, explica o executivo.

As dicas para se proteger contra tais ameaças são as mesmas de sempre: não confie em promoções e ofertas que parecem boas demais para ser verdade, especialmente se elas chegarem até você via WhatsApp e e-mail. Além disso, ter uma solução de segurança atualizada e funcional sempre ajuda — tais softwares costumam alertar os internautas caso eles visitem URLs suspeitas.

Fonte: Kaspersky

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