Cibercriminosos estão usando um malware para gerar Bitcoins ilegalmente

Por Redação | 28 de Junho de 2016 às 13h12

A ESET, fornecedora de soluções para segurança da informação, anunciou nesta terça-feira (28) ter identificado uma nova ameaça virtual envolvendo mineração de Bitcoins e que está ativa desde 2013. A brecha aproveita os recursos de computadores infectados por um código malicioso para que cibercriminosos gerem as moedas virtuais.

O malware por trás da campanha maliciosa está interligado a uma bonet — rede formada por centenas ou milhares de computadores infectados. Ao infectar os equipamentos, ela instala os componentes necessários para gerar Bitcoins e se comunicar com o painel de controle do PC, por meio do protocolo HTTP.

Uma das formas mais eficientes de propagação desse código malicioso tem sido por meio da infecção de dispositivos USBs, quando estes são conectados aos computadores infectados. Dessa forma, o malware consegue ocultar as pastas e arquivos e substituí-los como atalhos, conseguindo controlar a propagação em outras máquinas que possam ter um aparelho conectado via USB.

"Temos visto um crescimento específico nas ameaças virtuais voltadas a atacar internautas brasileiros e da América Latina. E esse caso vem reforçar essa percepção", aponta Camillo Di Jorge, presidente da ESET Brasil. Segundo a entidade, a ameaça foi identificada no Brasil, Canadá, Estados Unidos e Peru e, nos períodos de maior atividade registrados, gerou mais de 138 Bitcoins.

Segundo Di Jorge, a única forma de os usuários se manterem seguros é associando o uso de soluções de segurança em todos os equipamentos que acessam a internet a um comportamento adequado, evitando clicar em links desconhecidos e abrir anexos de e-mails de destinatários não confiáveis.