Chefe de segurança da Huawei reafirma que empresa não apresenta riscos aos EUA

Por Natalie Rosa | 07 de Agosto de 2019 às 17h45
Reprodução

O chefe de segurança da Huawei nos Estados Unidos, Andy Purdy, reafirmou mais uma vez, agora em entrevista à CNBC, que a companhia chinesa não representa ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos.

Purdy, que já atuou como oficial de segurança cibernética para o governo norte-americano, fez a declaração ao canal antes de a Casa Branca anunciar que haveria uma nova regra para proibir as agências federais de comprar serviços ou equipamentos da Huawei.

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Em maio deste ano, a administração do presidente Donald Trump incluiu a Huawei em uma "lista negra" do Departamento de Comércio do país, proibindo que empresas locais vendam peças para a companhia, que depende de diversos componentes de fabricantes americanas.

Andy Purdy (Imagem: Reprodução)

Na entrevista, Andy Purdy comenta que o governo dos Estados Unidos precisa implementar programas de mitigação de risco para a Huawei, como já foi feito para a Nokia, que tem sede na Finlândia, e a Ericsson, que tem sede na Suécia, dizendo ainda que essas companhias também têm laços profundos com a China. Países como Reino Unido e Alemanha já estão trabalhando com essas medidas para que a Huawei volte a fazer negócios por lá.

O governo dos EUA está com conflito com a Huawei há algum tempo, alegando que o governo chinês poderia usar os seus equipamentos 5G e smartphones para a espionagem do país. Purdy diz que a acusação é infundada, visto que se trata de uma empresa privada. Ele rebateu ainda comentários da senadora Marsha Blackburn, do Mississippi, de que a Huawei incorporaria spywares em redes com chips tão pequenos que se tornam indetectáveis.

"Não existem alegações de irregularidades significativas de segurança cibernética contra a Huawei", rebateu Purdy, dizendo que a companhia chinesa testa todos os fornecedores com padrões internacionais para que haja confiança.

Fonte: CNBC

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