Cerca de 90% dos ciberataques são motivados por ganhos financeiros, diz pesquisa

Por Rui Maciel | 19 de Maio de 2020 às 14h30
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Uma pesquisa anual da operadora norte-americana Verizon, divulgada nesta terça-feira (19), apontou que o dinheiro superou - de longe - a espionagem como o principal motivador a prática de cibercrimes e violações de dados em 2019.

De acordo com o documento, nove em cada dez violações - ou 90% do total - foram executadas com objetivo de ganhos financeiros, segundo uma análise de mais de 32 mil ataques e quase quatro mil invasões executadas em 81 países. O Relatório de Investigações de Violação de Dados 2020, produzido pela Verizon Business, constatou que o número de ataques focados em dados dobrou em relação ao ano anterior.

O Phishing continua sendo um dos golpes preferidos dos cibercriminosos

Como a pandemia da COVID-19 forçou as pessoas a ficarem em casa, os especialistas da Verizon esperam ainda que os ataques cibernéticos às empresas aumentem. O relatório constatou que 86% das violações eram por dinheiro, não para fins de espionagem. O roubo de credenciais, ataques via phishing e comprometimento de emails comerciais causaram 67% dos cibergolpes.

Criminosos miram a nuvem

Que os cibercriminosos estão um passo à frente das empresas quando o assunto envolve tendências, isso não é novidade. E agora, em tempos de home office, a prática não é diferente. À medida que mais empresas mudam para soluções baseadas na nuvem, o mesmo ocorria com hackers. Segundo o relatório da Verizon, os ataques nos aplicativos web e na nuvem aumentaram para 43%, o dobro do ano anterior.

"Muitas pessoas acabaram enviando seus funcionários para trabalhar em casa, sem realmente pensar em alguns dos elementos de segurança no futuro", disse Tami Erwin, CEO da Verizon Business Group, à agencia de notícias Reuters. "Acho que os funcionários que trabalham em casa, provavelmente, são mais vulneráveis ​​a ataques".

Os cibercriminosos acompanharam as tendências corporativas e também já migraram seus golpes para aplicativos web e na nuvem

Erwin aponta ainda que o fato de que muitas grandes empresas manterão seus colaboradores trabalhando de casa, pelo menos, até o fim do ano. Bons exemplos disso são a Salesforce, Twitter e Facebook. Segundo ele, essa "transformação digital" no modelo de trabalho durante a pandemia apresenta uma série de sinais de alerta de segurança. E para diminuir os riscos de ataque, as companhias precisam manteros funcionários informados constantemente sobre golpes de phishing e outras táticas fraudulentas para acessar informações confidenciais - e, principalmente, dados financeiros.

Para acessar o estudo da Verizon (em inglês), clique aqui.

Fonte: Reuters / DBIR

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