Brasil é o país que mais sofre tentativas de ataques virtuais na América Latina

Por Redação | 12 de Setembro de 2016 às 18h03

Um levantamento recente da Kaspersky Lab constatou que os países da América Latina são os que mais sofrem por ameaças de malware, phishing ou falsos e-mails na internet. E o Brasil ocupa o primeiro lugar: nos últimos 12 meses, quase metade dos usuários brasileiros sofreram pelo menos uma tentativa de ataque na rede.

Entre agosto de 2015 e agosto de 2016, mais de 398 milhões de ataques de malware aconteceram no continente latino-americano. Na prática, foram cerca de 12 golpes por segundo. No mesmo período, em cada 10 tentativas de infecção, mais de 82% ocorreram offline, seja por meio de USB contaminados, pirataria de software ou outros meios que não exigem conexão à web. Os outros 18% são de ataques cibernéticos conectados, quando o internauta está navegando, baixando arquivos ou abrindo anexos de e-mails duvidosos.

Após o Brasil, aparecem na lista de países que mais sofreram tentativas de ataque o Peru e a Bolívia, com 42%. Eles são seguidos por Chile (40%), México (39,9%) e Colômbia (39,3%). Em relação aos ataques de phishing ou e-mails enganosos, o Brasil também é líder, com 12,3%, seguido por Argentina (7,5%), Equador (5,7%), Venezuela (5,2%) e Bolívia (5,2%).

Os tipos mais comuns de ataques via internet são por códigos maliciosos, cujo objetivo em geral é roubar dados. Estes respondem por 81% do percentual geral. O restante é via aplicativos adware, que inserem barras de ferramentas ou fazem o navegador exibir propaganda indesejada. "Como nem sempre esse tipo de software pode ser bloqueado pelo antivirus (devido a implicações legais), ele tem sido mais usado pelos cibercriminosos", destaca Dmitry Bestuzhev, diretor da equipe de investigação e análise para América Latina da Kaspersky Lab.

Já nos emails, a maioria das tentativas (57%) foi de inserir Cavalos de Tróia (Trojans) bancários no PC. Vírus sequestradores (ransomware) já são quase 30% do total - esse tipo de malware bloqueia o acesso dos usuários a seus dados e exige um resgate. Também cresceu entre as ameaças mais comuns um malware que simula ser um crack para ativar o Windows 10 e ainda pode utilizar a técnica de Backdoor, que inclui módulos de acesso remoto não autorizado desenvolvidos por cibercriminosos nas máquinas das vítimas.

"É importante lembrar que o software ilegal não lhe dará suporte técnico. Não há atualizações ou recursos de segurança, deixando o dispositivo exposto a muitas ameaças, especialmente via Internet. Na verdade, o que acaba acontecendo é que por querer economizar dinheiro ou mesmo por ‘malandragem’, o usuário acaba poluindo a sua máquina", disse Bestuzhe.

Fontes: Kaspersky Lab, Convergência Digital

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