Bancos negociam uso de sistema que dispensa cartão de crédito em compras online

Por Redação | 20 de Julho de 2015 às 09h44

As compras online por meio de cartões de crédito não são das mais práticas, exigindo informações gravadas no cartão, bem como numeração, código de segurança e validade. Além disso, há sempre o perigo do cartão ser clonado por cibercriminosos na hora do fornecimento desses dados. Pensando nisso, a franco-holandesa Gemalto está negociando com instituições financeiras do Brasil a possibilidade de utilizar um novo sistema que dispensa o fornecimento de dados do cartão em compras online.

O objetivo é conferir mais segurança às operações de comércio eletrônico, além de proporcionar maior comodidade aos clientes. A Gemalto desenvolveu uma tecnologia que promete substituir o fornecimento de todo o conjunto atual de dados por um único número que é gerado aleatoriamente. Esse número, associado a um determinado cartão, possibilitará apenas uma transação e será deletado de maneira automática sem deixar qualquer tipo de rastro para uma possível fraude financeira.

A empresa já está negociando com os bancos brasileiros para trazer a tecnologia para os clientes. Internamente, a empresa chama esse processo de "tokenização" dos cartões de crédito, visto a semelhança com a tecnologia de PIN (Número de Identificação Pessoal) utilizada pelos bancos para autenticar operações via internet banking.

Assista Agora: Descubra o jeito certo de criar verdadeiros times de alta-performance e ter a empresa inteira focada em uma única direção.

Segundo o diretor da empresa, Sérgio Muniz, a expectativa da companhia é associar a tecnologia a uma instituição bancária até o final de 2015. De acordo com ele, o projeto vem sendo muito bem recebido pelas instituições financeiras, que admitem que as fraudes vêm aumentando proporcionalmente a expansão das operações de comércio na internet.

"Se em uma transação com cartão de crédito ocorrer uma fraude e o banco, por exemplo, não tiver à disposição a última geração de um mecanismo de segurança, mesmo que a fraude não tenha ocorrido no âmbito bancário, ele é que arcará com o prejuízo", explicou Muniz.

Fonte: DCI

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.