Austrália quer criar sistema de passaportes na nuvem

Por Redação | 03 de Novembro de 2015 às 12h43
photo_camera Mashable

A tecnologia de cloud computing pode estar prestes a chegar à documentação pública, pelo menos na Austrália. Durante uma hackaton realizada neste final de semana na cidade de Canberra, a Ministra das Relações Exteriores do país, Julie Bishop, sugeriu a criação de um sistema de identificação na nuvem que permitiria aos residentes no país deixarem o passaporte em casa quando, por exemplo, estiverem viajando para países que não exigem visto de entrada para australianos.

Tudo funcionaria por meio da internet, com informações de identidade e biometria estando disponíveis e atualizadas pela nuvem automaticamente. A alternativa não apenas facilitaria o trânsito de cidadãos e reduziria as filas na imigração, mas também permitiria a criação de passaportes físicos mais seguros que os atuais, citados pela ministra como os mais confiáveis do mundo.

A iniciativa é ainda uma ideia, claro, mas já estaria passando por desenvolvimentos no que se relaciona, principalmente, à proteção dos dados. Bishop disse que gostaria de ver o sistema andando e, eventualmente, sendo testado na prática em alguns dos aeroportos do país, não apenas como uma ideia local, mas também uma que possa ser importada para outros países do mundo, a começar pela vizinha Nova Zelândia. Antes disso, porém, é preciso garantir que a identidade dos cidadãos jamais possa ser acessada por hackers ou serviços de espionagem internacional, e é aqui que, para ela, se encontra o maior desafio da empreitada.

A ideia seria, ainda, uma evolução de um sistema chamado SmartGate, já em operação na Austrália. Por meio de um sistema que incluiu um chip de informações nos passaportes convencionais, cidadãos australianos podem passar pela imigração ao chegarem ou saírem do país sem enfrentarem filas ou falarem com fiscais. Tudo funciona digitalmente, e um sistema de reconhecimento facial compara o indivíduo a um banco de dados de imagens, validando o trânsito ou indicando a necessidade de análise adicional humana.

Mais do que tudo isso, a ideia de investir em tecnologias digitais e de cloud computing faz parte de um esforço maior do governo australiano, que, recentemente, investiu mais de US$ 13 milhões em sistemas de biometria e banco de dados para facilitar investigações policiais e aumentar a proteção das informações de identidade dos residentes na Austrália. Para a ministra, esse é o começo de um processo que, num futuro bem próximo, deve trazer mais facilidade para os cidadãos.

Fonte: Mashable

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