Atentados em Paris viram arma para hackers

Por Redação | 24 de Novembro de 2015 às 12h20
photo_camera http://farm9.staticflickr.com/8067/8213961159_f8846b86ba_b.j

Como sempre acontece em situações de grande comoção popular, os atentados que abalaram a cidade de Paris há duas semanas já se tornaram uma arma na mão de hackers, que utilizam o sentimento de solidariedade e choque para aplicar golpes. Os malwares da vez utilizam mensagens de solidariedade, histórias de sobreviventes, vídeos e fotos de vítimas para infectar computadores e smartphones de usuários incautos.

Quem alerta para o problema é a Bitdefender, que identificou pelo menos duas instâncias em que os ataques realizados pelo Estado Islâmico foram usados como vetor para roubo de dados. Em ambos os casos, o assunto é a foto de um bebê recém-nascido, que teria perdido toda sua família durante o atentado, e acompanha um link para que o usuário possa saber mais sobre o caso.

Não é nem preciso dizer que a imagem é falsa e não tem qualquer relação com o ocorrido na França. O hoax é disseminado tanto por email quanto por meio de mensagens em softwares como WhatsApp e Facebook Messenger. Ao clicar, o usuário acaba permitindo a instalação de um malware que assume o controle do sistema e é capaz de não apenas roubar dados, mas também utilizar os dispositivos como zumbis em ataques de negação de serviço e outras operações. Até mesmo o governo francês já teria alertado à população sobre o caso, uma indicação de que estamos falando de uma quadrilha internacional, e que sabe muito bem o que está fazendo.

Mas assim como o método é o mesmo de sempre – a utilização de tragédias e grandes comoções para se aproveitar da inocência e da dor dos usuários –, as medidas de proteção também são semelhantes. A Bitdefender pede que os usuários sempre tenham firewalls, antivírus e outros softwares de segurança instalados, atualizados e funcionando em seus computadores e smartphones.

Além disso, é importante sempre suspeitar de links enviados por email ou mensageiros instantâneos, mesmo que eles venham por meio de alguém conhecido. E no caso de notícias bombásticas ou impactantes sobre tragédias como as que ocorreram na França, o ideal é buscar as informações em portais de notícias conhecidos e confiáveis, em vez de sair clicando em links recebidos de estranhos ou não.

Fonte: Bitdefender

Fique por dentro do mundo da tecnologia!

Inscreva-se em nossa newsletter e receba diariamente as notícias por e-mail.