Ataques virtuais crescem 58% no Brasil no primeiro trimestre de 2016

Por Redação | 09.05.2016 às 13:52

A Nexusguard, especialista em soluções de combate a ataques de negação de serviço (DDoS), divulgou nesta segunda-feira (9) a nova edição de seu relatório trimestral de ameaças, referente ao 1º trimestre de 2016.

O estudo mostra um forte crescimento de ataques de DDoS no Brasil, com um aumento de 58% nas ações. Com isso, o país subiu três posições no ranking, atingindo 5.823 ataques e avançando para a terceira colocação. De acordo com o levantamento, nada menos que 1.290 dessas ações tiveram como alvo endereços de IP referentes à operadora de telefonia Claro.

No topo do ranking aparecem Estados Unidos e China, que voltaram, respectivamente, às 1ª e 2ª posições, registrando mais de 49 mil ataques combinados. Já a Turquia, que liderou a edição anterior do levantamento, deixou de integrar a lista do Top 10, o que reforça a análise prévia da Nexusguard de que o pico de ocorrências no último trimestre de 2015 estava relacionado às tensões políticas entre a Turquia e a Rússia.

Os países do Oriente Médio registraram um aumento de mais de 80% no número de ataques nos primeiros três meses de 2016. Segundo os pesquisadores responsáveis pelo estudo, o aumento da tensão na região deve motivar novos ataques virtuais.

A pesquisa também identificou que a maioria dos ataques durou menos de 10 minutos. Essa redução no tempo de duração pode estar relacionada à adesão, cada vez maior por parte de criminosos, ao aluguel de serviços para ataques de DDoS. Assim, especialistas da Nexusguard recomendam que empresas implementem sistemas de monitoramento capazes de detectar eventos em segundos.

"O aumento na contratação de serviços para ataques de DDoS está mudando consideravelmente o cenário das ameaças. As organizações precisam garantir que seus sistemas de rede estejam aptos a lidar com as novas classes de ataques", afirma Terrence Gareau, cientista-chefe da Nexusguard.

Para coletar os dados do estudo, a Nexusguard analisou uma rede de dispositivos vulneráveis a novas ameaças virtuais, identificando tendências e tipos de ataques, duração, origens e outras características, com o objetivo de informar empresas de diversos setores sobre os mais recentes métodos de atuação.