Ataques digitais quase triplicaram durante a Olímpiada

Por Redação | 24.08.2016 às 12:02

Como já era de se esperar, os Jogos Olímpicos do Rio, encerrados no último domingo (21), se mostraram como uma grande isca para hackers. Segundo um levantamento da empresa especializada em segurança e inteligência de ameaças Arcon Labs, houve um crescimento de 196% na ocorrência de ataques entre os meses de julho e agosto deste ano, mostrando que as tentativas de golpe quase triplicaram durante o período da competição.

E, nesse ensejo, foram os dados e documentos de usuários empresariais ou individuais que estiveram por mais tempo na mira. O levantamento revelou um crescimento absurdo, de 715%, na realização de ataques automatizados, que utilizam vulnerabilidades em redes ou softwares para roubar credenciais e dados ou transformar computadores em zumbis para utilizá-los em ataques de negação de serviço.

Essa primeira característica, inclusive, está ligada de forma direta à segunda, que mostra um aumento de 330% na realização de golpes DDoS voltados justamente para inundar servidores com um grande volume de requisições falsas, fazendo com que eles saiam do ar ou enfrentem dificuldades. A modalidade preferida dos ativistas online repetiu o resultado visto na Copa do Mundo, que também aconteceu no Brasil, com sites de prefeituras e domínios oficiais da Olimpíada apresentando lentidão ou ficando indisponíveis por conta do volume gigantesco de requisições.

Na terceira colocação, segundo o levantamento, estão os ataques desferidos contra domínios web, também como tentativa de roubo de dados ou manchar a imagem de uma companhia. Com crescimento de 231% no período dos Jogos, esse tipo de golpe se aproveita de vulnerabilidades em servidores e sistemas online, permitindo o acesso do invasor, que pode realizar diversas ações, desde o “defacing” – quando uma página inicial é modificada para exibir mensagens políticas ou de protesto – até a obtenção de arquivos confidenciais.

Por fim, mais abaixo na lista de tentativas mais usadas pelos hackers está o estouro de buffer, ou buffer overflow, também voltado para inundar servidores com dados de forma que o limite de memória seja ultrapassado, permitindo a escrita de dados em espaços adjacentes para abrir portas para acessos não-autorizados. Essa categoria teve crescimento de 91%.

Chama a atenção, por outro lado, o baixo crescimento nas tentativas de golpes usando malwares, normalmente a alternativa mais comum de ataques contra usuários comuns, mas que dessa vez teve aumento de apenas 38%. 480 mil códigos maliciosos foram lançados entre julho e agosto na tentativa de obter acesso a smartphones e computadores com base na inocência dos usuários, que baixam arquivos contaminados ou clicam em links indevidos, permitindo, assim que os criminosos ganhem acesso aos sistemas.

Fonte: Convergência Digital