Apple instiga governo americano a criar comissão sobre questões de criptografia

Por Redação | 22 de Fevereiro de 2016 às 12h19

A privacidade de seus usuários é o que tem mantido a Apple irredutível em relação ao pedido das autoridades dos Estados Unidos em acessar as informações criptografadas de um iPhone do terrorista de San Bernardino. A empresa tem até o dia 26 de fevereiro para apresentar uma resposta ao tribunal americano sobre sua decisão. Desde que o pedido foi realizado, o CEO da empresa, Tim Cook, e diversas outras empresas de tecnologia, como Facebook, Twitter, Microsoft e Google, saíram em defesa da decisão da Apple.

A empresa e o governo americano estão a caminho de uma grande colisão sobre a segurança da computação e criptografia. Por isso, a Apple instigou as autoridades a criarem uma comissão do governo com especialistas para que possam discutir as implicações envolvendo a segurança nacional e a liberdade das pessoas. "A Apple de bom grado participou de tal esforço", disse a empresa em uma sessão de perguntas e respostas publicada em seu site.

Foram contratados pela gigante tecnológica dois advogados especialistas em liberdade de expressão para vencer a luta contra o governo. Segundo a pesquisadora de criptografia Riana Pfefferkorn, do Centro para Internet e Sociedade da Universidade de Stanford, a Apple pode argumentar que a solicitação para criar e fornecer códigos de computação específicos corresponde a uma obrigação de expressão ilegal.

O FBI tem interesse especial no caso, tendo em vista que está buscando o auxílio da Apple para acessar informações confidenciais do iPhone do atirador Syed Rizwan Farook, grande responsável pelo caso em San Bernardino. A empresa classificou o pedido como um precedente perigoso.

Via Reuters

Fonte: http://www.reuters.com/article/us-apple-encryption-commission-idUSKCN0VV185?feedType=RSS&feedName=technologyNewshttp://br.reuters.com/article/internetNews/idBRKCN0VS2MQ

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