Após ataques, Microsoft critica governos e suas medidas de segurança online

Por Redação | 15.05.2017 às 09:53

Em carta aberta publicada neste domingo (14), a Microsoft criticou governos de todo o mundo por eles explorarem vulnerabilidades de sistemas operacionais na internet e abrir portas para que crackers façam o mesmo.

A represália da companhia norte-americana acontece após os ciberataques massivos que assolaram mais de 70 países e fizeram mais de 200 mil vítimas na última sexta-feira (12). A ofensiva cracker, que começou na Europa, acabou se alastrando para todo o mundo, chegando inclusive ao Brasil e atingindo empresas e órgãos públicos. Para a Microsoft, "os governos do mundo devem tratar este ataque como um aviso" e "adotar uma abordagem diferente e aderir no ciberespaço às mesmas regras aplicadas ao mundo físico".

Em seu texto, Brad Smith, presidente da Microsoft, ressaltou que o hábito dos governos armazenarem vulnerabilidades é nociva e fornece meios para que indivíduos mal-intencionados prejudiquem empresas, hospitais, entidades e pessoas comuns, como aconteceu na semana passada.

Para esclarecer o tamanho do perigo que isso tudo representa, Smith comparou o vazamento da vulnerabilidade que deu início aos ataques do ransomware WannaCry com o roubo de armas no mundo real. "Um cenário equivalente com armas convencionais seria o exército norte-americano ter um míssil Tomahawk roubado", frisou o executivo.

Smith também aproveitou a oportunidade para criticar a letargia do governo norte-americano em tomar alguma atitude sobre o assunto, sobretudo porque o WikiLeaks já havia denunciado que a CIA, NSA e outras entidades armazenavam informações sobre diversas brechas de segurança. "(...) Esta vulnerabilidade roubada da NSA (Agência Nacional de Segurança) afetou clientes em todo o mundo".

Finalmente, ele destacou que é preciso tomar alguma providência para que algo desta amplitude não venha acontecer tão cedo. "Nós precisamos de uma ação coletiva para aprendermos as lições do ciberataque da última semana. E nós precisamos disso agora", exclamou em seu perfil pessoal no Twitter.

Fonte: Microsoft Blog, Brad Smith (Twitter)