Anonimização de dados: você sabe para onde vão as suas informações?

Por Lucas Vieira | 25 de Setembro de 2018 às 13h00
Divulgação

Na era dos dados pessoais - para quem não conhece, dado pessoal é a moeda virtual que vale mais que as cryptocoins -, novas regras estão sendo criadas para, finalmente, tirarmos o telefone do modo avião no fim de semana. São as leis de proteção de dados, responsáveis por regulamentar o uso dos dados pessoais colhidos sob quaisquer circunstâncias. Essas informações são tão caras que foi criada uma forma de capturar este tesouro de forma consensual, chamada "inbound marketing". Porém, com um custo alto, uma vez que se investe muito para obter conteúdos relevantes.    

Além das diversas camadas de segurança exigidas pelas leis que protegem os dados pessoais, as quais já conhecemos, há uma que chama muito a atenção, conhecida como anonimização dos dados.  Na Lei Geral de Proteção de Dados do Brasil, o seu uso é definido como: utilização de meios técnicos razoáveis e disponíveis no momento do tratamento, por meio dos quais um dado perde a possibilidade de associação, direta ou indireta, a um indivíduo; art. 5 § XI.

A anonimização ou pseudonimização se destaca por ajudar a entregar nas mãos dos donos dos dados, neste caso nós, o controle sobre o uso. Isso porque, os dados só podem ser consultados se o titular fornecer elementos complementares de identificação para validar a busca. A consulta deve ser especificada para retornar alguma informação, não sendo possível realizar consultas genéricas para obtê-la.  

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Neste modelo, para reconhecer uma pessoa são necessárias diversas variáveis percebidas como chaves de identificação do indivíduo e que ficam salvas em bancos de dados distintos. Assim, a proteção é melhorada e mais eficiente, já que se torna necessário identificar, coletar e tratar dados de bancos diferentes e que não possuem relação entre si.

Esse sistema nos ajuda a entender como são frágeis a liberação e a permissão do acesso a diversos dados por uma só instituição, principalmente quando não conhecemos o tipo de tratamento que eles receberão, além de ampliar nosso olhar para tratarmos com mais criticidade os cadastros realizados nos guichês de qualquer edifício que venhamos a visitar -  inclusive aqueles que coletam seu registro biométrico. Afinal, não sabemos como esses dados serão utilizados após serem inseridos em um banco desconhecido. É importante lembrar que este é o mesmo registro biométrico que nos identifica nas urnas e nos permite votar.

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