Agente infiltrado da PF acessava bate-papos de grupo suspeito de terrorismo

Por Sérgio Oliveira | 23 de Julho de 2016 às 12h35

A Polícia Federal deflagrou nesta semana a Operação Hashtag, que prendeu suspeitos investigados sobre a possibilidade de realizar ataque terrorista durante os Jogos Olímpicos Rio 2016.

O caso veio a público na quarta-feira (20), quando um grupo terrorista divulgou no Telegram um manual com técnicas para a realização de atentados terroristas durante o evento esportivo, que terá início no dia 5 de agosto. A divulgação da informação causou pânico na população, que passou a acreditar que o pior aconteceria. Um dia depois, na quinta-feira (21), a Polícia Federal conseguiu prender, em nove estados, suspeitos de participar do complô na chamada Operação Hashtag.

Agora, surgem detalhes relacionados a como a ação foi articulada. Conforme apurou a reportagem da Folha de S.Paulo, as forças de segurança já vinham monitorando as atividades do grupo Ansar al-Khilafah Brazil há algum tempo e conseguiram infiltrar um agente nos grupos de bate-papo do grupo em mensageiros instantâneos. Graças a isso, foi possível reunir elementos que comprovam que os apoiadores do Estado Islâmico já estavam nos chamados atos preparatórios dos atendados, dando respaldo à realização das prisões desta semana.

Os diálogos revelam que o grupo se preparava não apenas para a atacar as instalações das Olimpíadas, mas também para iniciar uma investida internacional. Trechos também mostram que os participantes planejavam visitar a Síria, possivelmente para treinamento, mas o plano foi abortado por não conseguirem angariar recursos suficientes para bancar a viagem.

De acordo com a PF, os autointitulados "Defensores de Sharia" recorriam à internet e aos mensageiros com bastante frequência para se comunicarem, o que acabou rendendo material mais que suficiente para o sucesso da investigação.

Fonte: Folha de S.Paulo

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