Advogado afirma que FMU pode expulsar aluno que revelou vazamento de dados

Por Felipe Demartini | 14 de Março de 2018 às 13h25

A FMU pode estar se preparando para expulsar o estudante responsável pela descoberta de uma falha de segurança que expôs os dados pessoais de alunos e ex-frequentadores da instituição de ensino na internet. É o que afirma o Fábio Abrahão, advogado de Fabio Castro, que esteve por trás da divulgação da brecha, publicada na imprensa em fevereiro deste ano.

Na ocasião, os dados pessoais de 500 mil pessoas teriam vazado dos sistemas da instituição de ensino, estando disponíveis na internet sem nenhum tipo de proteção ou criptografia, estando plenamente acessíveis para qualquer um. Informações como RG, CPF, título de eleitor, endereço, e-mail, telefones e nomes dos pais representavam um prato cheio para golpistas, acessível há pelo menos três meses antes da denúncia.

Agora, afirma Abrahão, uma sindicância interna cuja primeira audiência deve acontecer nesta quarta-feira (14) pode resultar na expulsão do aluno. Em contato com o Canaltech, o advogado afirma que a ideia da FMU é “transformar [Castro] em um bode expiatório” como forma de mascarar a falha ocorrida nos servidores da instituição.

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Ele continua, afirmando que a abertura de uma sindicância não seria necessária caso a ideia fosse, apenas, advertir o estudante. Entretanto, no caso de uma expulsão, é exigida a realização de uma sindicância desse tipo, processo usado para apuração de responsabilidades e aplicação de penalidades aos eventuais envolvidos.

Uma campanha online também foi iniciada nesta quarta com o intuito de divulgar o caso e proteger o estudante responsável pela divulgação do caso à imprensa. Faz parte da mobilização um abaixo assinado no site Avaaz, que convida alunos e ex-alunos da FMU, principalmente aqueles que foram vítimas do vazamento, a demonstrarem seu apoio a Castro e se mobilizarem contra uma eventual expulsão.

Em contato com o Canaltech, a FMU afirmou que a sindicância foi aberta para apuração do vazamento de informações dos alunos. Entretanto, como o processo se encontra em andamento, a instituição não pode comentar sobre possíveis sanções disciplinares.

Repetindo declarações feitas na época do vazamento, a instituição não negou nem confirmou a existência de uma brecha de segurança, afirmando que a segurança das informações dos alunos é uma das prioridades da instituição e que averiguaria a vulnerabilidade apontada pelo estudante.

Confira a nota da FMU na íntegra:

Em relação ao questionamento do portal CanalTech, o Complexo Educacional FMU informa que, como parte da apuração do episódio, foi aberto um procedimento de sindicância. É importante ressaltar que, por estar em andamento, não é possível comentar possíveis sanções disciplinares.

A FMU reitera que a Segurança da Informação é prioridade e um item crítico de atenção e trabalho, por isso, investe recursos de forma contínua, com o objetivo de garantir a confidencialidade de dados pessoais e acadêmicos de seus alunos, docentes e colaboradores.

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