A fraude em tempos de crise

Por Colaborador externo | 27 de Agosto de 2016 às 08h08

Por Cassia Pinheiro*

Apesar de o Brasil ter sido historicamente um dos países na vanguarda do combate à fraude física com a implementação do uso de cartões de “chip” (padrão EMV), a fraude digital tem se tornado uma dor de cabeça constante para e-commerces. Encontrar o equilíbrio entre bloqueio de transações fraudulentas e aprovação de vendas legítimas se tornou o grande desafio para as lojas virtuais, que precisam lidar com fraudadores cada vez mais especializados.

O período pelo qual o país passa atualmente eleva os níveis de fraude e isso cria nas empresas uma necessidade ainda maior de enxergar e entender em profundidade o cenário de risco em que estão inseridas. Muitas delas, por terceirizarem a gestão de fraudes e chargeback, não conseguem ter controle sobre os dados que as ajudariam a criar perfis mais precisos dos compradores.

Estas informações são indispensáveis para orientar a tomada de decisões mais inteligentes de gerenciamento de risco e, por isso, deviam estar nas mãos de seu próprio negócio. Para isso, é importante que sua loja tenha acesso às tecnologias sofisticadas de automação da gestão de risco que otimizam custos e aumentam a conversão em vendas, resultando em ganho de eficiência.

Um estudo de caso recente da Adyen sobre uma empresa de varejo online que sofria constantes fraudes, reduziu em 94% as recusas do banco emissor após implementar uma ferramenta avançada de análise de risco pré-autorização. Isso aconteceu por que a Adyen “limpou” o tráfego de transações, enviando apenas solicitações legítimas. A empresa viu um incremento significativo de sua taxa de aprovação com o banco. O resultado foi possível pois a ferramenta calcula perfis de risco em uma velocidade maior do que os fraudadores criam novas estratégias de ataque.

Alguns processos, como o de revisão manual, também se beneficiam com os dados de uma ferramenta antifraude. É preciso trazer mais inteligência ao processo de revisão manual para que ela trabalhe apenas a seu favor e não seja apenas mais uma etapa dispendiosa. Entender a exposição ao risco de seu setor de atuação e o histórico de chargeback da sua empresa fará com que seus colabores gastem menos tempo dedicados à conferência manual de transações, enquanto poderiam alocar suas horas no atendimento ao cliente, por exemplo.

Dados de mercado e de nossa base de clientes globais mostram, por exemplo, que empresas com faturamento abaixo de US$ 25 milhões teriam menor necessidade de dedicar colaboradores à revisão manual. Assim, as empresas poderiam realocar funcionários ociosos em outras atividades, como atendimento ao cliente.

Por isso, sempre busque parceiros que ofereçam ferramentas transparentes e inteligência no tratamento de dados e na definição das regras de risco para entender os padrões de comportamento tanto do seu público-alvo, quanto dos fraudadores e ganhar eficiência na gestão de risco.

*Cássia Pinheiro é Risk manager da Adyen Brasil.

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