WhatsApp é acusado de violar privacidade dos usuários

Por Redação | 29 de Janeiro de 2013 às 10h24

O aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp foi acusado nesta segunda-feira (28) de violar a privacidade dos usuários por autoridades de proteção de dados do Canadá e da Holanda. Os dois países iniciaram uma investigação conjunta sobre a aplicação e afirmaram que o serviço viola algumas leis de proteção previstas nas suas legislações.

A investigação alega que os usuários não podem utilizar o WhatsApp se não permitirem o acesso à sua agenda telefônica e de endereços, fazendo com que todos os seus contatos armazenados no smartphone sejam enviados para os servidores do aplicativo para garantir o acesso dos usuários a outras pessoas através do serviço. Somente os usuários da aplicação em dispositivos Apple equipados com iOS 6 são capazes de inserir manualmente os seus contatos.

Segundo o The Next Web, quando as investigações começaram, as mensagens enviadas através do WhatsApp não estavam criptografadas, deixando-as desprotegidas, principalmente, quando eram enviadas por uma rede Wi-Fi também sem proteção. Além disso, o aplicativo cria senhas para a troca de mensagens usando informações associadas ao aparelho móvel, podendo ser facilmente reveladas e permitindo que terceiros enviem e recebam mensagens usando o nome de outras pessoas - o WhatsApp já modificou seu sistema, e agora gera chaves aleatórias mais seguras.

WhatsApp

Reprodução: The Next Web

Os dois órgãos receberam denúncias sobre o uso de dados pessoais e a falta de segurança do WhatsApp em 26 de janeiro de 2012. Eles cooperaram nas investigações, mas apresentaram documentos separados com base na legislação de cada país. As investigações já geraram algumas modificações no serviço, garantindo mais segurança com mensagens criptografadas e impedindo o uso do sistema para espionagem.

No começo do mês, o WhatsApp divulgou seu último recorde, tendo processado mais de 18 bilhões de mensagens em um único dia, na véspera do Ano Novo.

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