Dicas de segurança: você corre riscos de ser enganado digitalmente?

Por Igor Lopes | 18 de Setembro de 2012 às 13h01

* Nova York, EUA

Nada de Nova York ou San Francisco, uma das principais cidades do Silicon Valley. Você, muito provavelmente, vai se surpreender ao saber que Austin, capital do estado do Texas, é o local nos EUA onde os habitantes mais se cuidam com relação a segurança online. A região, famosa pelos seus cowboys e rednecks, aparece no topo da lista quando o assunto é preocupação com as informações digitais.

Essa constatação foi feita por uma pesquisa liderada pela AVG, uma das principais empresas de segurança online do mundo. O estudo, realizado com 3.774 estadunidenses e canadenses com acesso à internet, teve como objetivo entender e avaliar seus comportamentos online e no uso de smartphones, para definir o tipo de usuário que é mais suscetível a ataques online.

"Esta é uma continuação do estudo que realizamos no ano passado, que mostrou as cidades que mais correm risco de serem enganadas digitalmente. A pesquisa nos dá uma luz sobre o nível da educação digital em cada região para que saibamos onde atuar", explica JR Smith, CEO da AVG. "Nosso estudo também mostra que ainda há um grande espaço para crescer. Esperamos que, ao identificar riscos e melhores práticas, os consumidores possam aumentar a proteção de suas máquinas e de sua família", completa.

Você compartilha sua senha com alguém?

Seja sincero: já passou sua senha do banco para sua esposa/o, namorado/a, mãe/pai? De acordo com a pesquisa, 65% dos norte-americanos e 70% dos canadenses juram de pés juntos que sempre guardam suas senhas para si mesmos. Já as pessoas que compartilham suas chaves digitais correm um grande risco. "Que garantia você tem de que essas pessoas anotaram a sua senha em um local seguro, ou que não a passaram para outras pessoas? Este é um comportamento corriqueiro, mas que pode representar um perigo para sua vida online", afirma Tony Anscombe, evangelista de segurança da AVG. "Teve uma secretária de uma empresa que disse: 'as senhas guardadas comigo são super seguras, não conto para ninguém'. Aí, perguntei onde ela guardava as combinações, e a resposta foi: 'na gaveta da minha mesa'. É claro, a gaveta da mesa dela não tinha chave... E aí, onde está a segurança das informações nessa corporação?", pergunta.

A dica de Tony aqui é: se você compartilhou sua senha com alguém, troque-a agora e procure guardá-la apenas em sua memória. Enquanto não encontrarem uma maneira de hackear nosso cérebro, essa informação estará bem segura dessa forma.

Combinações variadas

Você costuma variar suas senhas, criar uma combinação diferente para cada serviço online? É muito provável que sua resposta para essa pergunta seja não. Tony explica: "Se essa senha cair em mãos erradas, um criminoso poderá fazer uma verdadeira bagunça na sua vida. Basta ter acesso à sua caixa de emails principal para levantar a informação que quiser - até mesmo fazer saques em sua conta bancária, pedir um novo cartão de crédito, se passar por você nas redes sociais... as possibilidades são inúmeras".

Proteção de dados

Por mais que a grande maioria dos usuários entenda a importância de um backup, apenas 51% dos norte-americanos fazem cópias de suas informações importantes em pen drives, HDs externos ou em outras soluções de armazenamento.

Já no mundo mobile, 34% nos EUA e 45% no Canadá afirmaram que precisariam digitar toda a agenda do celular e configurar todas as funções novamente caso tivessem seus aparelhos roubados. "Mesmo com a existência de serviços gratuitos e simples de backup, como o iCloud e o Google Drive, as pessoas parecem ainda não se preocupar com isso. É um pouco daquele raciocínio de que ´nunca vai acontecer comigo´, mas acredite: um dia você vai precisar de um backup", completa Tony.

Portanto, o que está esperando? Faça seu backup agora - tanto do computador quanto do smartphone! Também instale um antivírus no seu dispositivo móvel (sim, eles já existem!) e deixe seu bluetooth sempre desligado. Essa conexão pode ser uma fácil porta de entrada para criminosos invadirem o seu celular.

Cobranças Indevidas

Na pesquisa norte-americana, 34% dos consumidores afirmaram ter "matado" o dinheiro físico: eles dizem utilizar apenas os cartões de débito ou crédito para fazer compras. No entanto, apenas 38% do público pesquisado afirmou checar o extrato bancário pelo menos uma vez na semana para conferir se não aconteceram cobranças indevidas. "Clonagens de cartão de crédito e débito são cada vez mais comuns em nossas vidas. E, normalmente, os criminosos fazem compras de valor muito baixo, exatamente porque sabem que as pessoas não costumam checar ou reclamar essas cobranças pequenas. Recentemente, um inglês foi preso por fazer compras de apenas um centavo com milhares de cartões de crédito, e o golpe vinha ocorrendo há meses. De um em um centavo, o ladrão reuniu uma pequena fortuna".

Portanto, da próxima vez, olhe com mais carinho para os pequenos gastos listados em seu extrato. Também procure utilizar cartões de limite baixo para compras online e avise à instituição bancária sempre que suspeitar de alguma cobrança. Assim, você também ajuda na descoberta desses criminosos.

Tomando esses cuidados, as chances de que você seja enganado digitalmente diminuem consideravelmente. Fique ligado!

* O jornalista viajou para Nova York a convite da AVG.

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