Snapchat alerta sobre os perigos de utilizar apps de terceiros

Por Redação | 15.10.2014 às 10:23

Ainda repercutindo o vazamento de um banco de dados de 13 GB de imagens e vídeos de seus usuários, o Snapchat veio a público falar novamente sobre o uso de aplicativos de terceiros, voltados principalmente para o salvamento de screenshots sem que o remetente original seja notificado sobre isso. De acordo com a empresa, a utilização de tais soluções é perigosa e os serviços não sancionados pela empresa não são nada confiáveis.

Oficialmente, a API do Snapchat não é divulgada para utilização por outros desenvolvedores. Por meio de engenharia reversa, porém, especialistas em tecnologia e programação podem criar soluções “improvisadas” para que apps como o Snapsaved, responsável pelo vazamento, funcionem. Assim, constitui-se todo um novo risco para a privacidade dos usuários, já que tais aplicativos não passam por certificações nem tem seu uso autorizado.

Além disso, o Snapchat afirma que a não liberação de seus sistemas para parceiros é, justamente, uma medida para evitar esse tipo de coisa, além de manter a integridade de sua proposta. O acesso aos sistemas do serviço, oficialmente, é proibido, mas a batalha de toma-lá-dá-cá continua acontecendo. Toda vez que a empresa bloqueia o acesso a sua API, os desenvolvedores terceiros arrumam uma nova forma de acessá-la.

De acordo com as informações do CNET, o serviço de troca de mensagens negou mais uma vez ter sido o foco de ataques que levaram ao vazamento de mais de 100 mil imagens de seus usuários. Além disso, afirmou que nem mesmo armazena a comunicação entre eles em seus servidores justamente pela característica efêmera das mensagens, que desaparecem após poucos segundos.

Foi justamente esse atributo que transformou o Snapchat em um vetor de imagens e vídeos “quentes” e provocativos. A coisa toda só fica pior quando vemos a base de usuários do app, composta em sua grande maioria por adolescentes e jovens abaixo dos 17 anos de idade. Ou seja, o vazamento das informações, que por si só já seria um problema, se torna ainda mais grave por envolver também crime de pedofilia.

Com tantos comunicados afirmando que não têm nada a ver com o assunto, o Snapchat tenta se distanciar do problema. Especialistas e autoridades, porém, incluem em suas investigações os motivos pelos quais a API do serviço pode ser acessada de maneira tão fácil e a empresa, no final das contas, pode acabar sendo citada como corresponsável pelo vazamento das imagens.

Por enquanto, porém, tudo ainda está em seus estágios preliminares. O próprio banco de dados, devido a seu gigantesco tamanho e à natureza ilegal das imagens, não pode ser encontrado com facilidade. Usuários do fórum 4Chan, porém, prometem criar um site no qual as fotos e vídeos serão ligados aos usuários que as enviaram ou receberam, apesar da informação oficial do Snapsaved indicar que apenas os arquivos foram vazados e não as identidades das pessoas ligadas a eles.

Além disso, o serviço nega o tamanho absurdo do banco de dados, afirmando que não se tratam de 13 GB, mas sim cerca de 500 MB. Tal ideia também derrubaria por terra a informação de que mais de 100 mil fotos e vídeos teriam vazado, mas o Snapsaved não sabe informar ao certo a extensão da brecha.