Sistema de reconhecimento facial do FBI está pronto. Saiba como funciona

Por Redação | 24 de Setembro de 2014 às 16h57
photo_camera Divulgação

Aquela velha imagem dos filmes, de milhares de rostos passando rapidamente enquanto tentam se combinar a uma cena de uma câmera de segurança, pode estar prestes a se tornar realidade. O FBI anunciou a conclusão do desenvolvimento do NGI, seu sistema de reconhecimento facial de próxima geração que promete ser a principal arma das autoridades americanas no combate contra o crime e o terrorismo.

O Next Generation Identification, como está sendo chamado, será usado para montar um banco de dados que, mais tarde, será combinado com listas de criminosos para eventual localização de fugitivos e suspeitos. Não apenas rostos farão parte da relação, mas também traços característicos, como cicatrizes, marcas de nascença e tatuagem.

Para desespero dos defensores da privacidade, as fontes para composição destes bancos de dados serão as mais diversas, desde arquivos policiais até sistemas de identificação federal e agências de emprego ligadas ao governo. É das últimas, por exemplo, que vão sair dados como impressões digitais, que também passam a compor um sistema integrado de vigilância e reconhecimento. Muitos já afirmam que as redes sociais também farão parte do sistema, mas até agora não há informação oficial sobre isso.

Mesmo com sua avançada plataforma, o FBI sabe que terá uma série de desafios pela frente. A identificação de suspeitos a partir de câmeras de segurança, por exemplo, pode ser dificultada pela baixa resolução desse tipo de equipamento, algo que a organização espera ver melhorando conforme a tecnologia continuar evoluindo.

Por outro lado, uma das grandes apostas das autoridades é deter fugitivos ou foragidos que estejam em outros países. Enquanto o sistema ainda estava em fase experimental, o FBI diz ter sido capaz de prender um pedófilo e sequestrador de crianças, que estava sendo procurado pela polícia desde 1999, enquanto ele tentava obter um visto para entrar no Nepal.

O projeto custou mais de US$ 1 bilhão para ser desenvolvido e já era aplicado de forma preliminar desde fevereiro de 2011. Agora, o governo prepara o NGI para seu lançamento final, que deve acontecer no começo do ano que vem.

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