Setor financeiro na mira dos cibercriminosos

Por André Carraretto
photo_camera Foto:Andrey_Popov/Shutterstock

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Graças aos avanços da tecnologia, hoje é muito mais fácil realizar qualquer tipo de movimentação financeira. Em apenas alguns minutos, é possível pagar contas e transferir dinheiro por meio de internet banking e até mesmo aplicativos móveis. Porém, essa facilidade necessita de um cuidado especial, uma vez que os bancos são alvos recorrentes de ataques virtuais, que representou no ano de 2014 mais de R$ 55 bilhões1 em transações no Brasil.

Segundo o estudo da Symantec sobre ameaças online no setor financeiro, houve uma queda de 35% nas infecções por Trojans no ano passado. E, apesar desse declínio, mais de 1.400 instituições financeiras em 86 países foram vítimas destas ameaças. As nove maiores corporações do mundo, por exemplo, sofreram ataques por mais de 40% desses Trojans, o que representa um número expressivo e mostra que ainda existe um longo percurso para estarmos completamente à salvo dos cibercriminosos.

O foco dos ataques de Trojans Financeiros pode envolver o roubo de números e códigos de segurança de cartões de crédito, nomes, datas de validade, além do vazamento de dados pessoais. Ou seja, as possibilidades de golpes virtuais para este setor são extensas. E, por isso, os cibercriminosos começaram a explorar outras formas de expandir seus lucros, desde gerenciadores de senhas aos caixas eletrônicos, além das tradicionais invasões pelos e-mails.

No Brasil, um grande foco está, também, nos Boletos Bancários (mais informações aqui), que por serem a forma de pagamento mais popular do país, oferecem grandes possibilidades de lucro aos atacantes. Em 2014, apareceram três tipos de malware para esse fim, que buscavam interceptar e manipular os documentos para que a transferência do dinheiro seja feita ao atacante no lugar do destinatário original.

Para mudar este cenário crítico, muitos agentes estão ampliando sua atuação. Agências e a indústria de segurança se uniram para derrubar as gangues criminosas. Além disso, as instituições financeiras e empresas investem cada vez mais em produtos e soluções que aumentam a proteção de suas informações e de seus clientes.

A continuação desse movimento de transformação é essencial para chegarmos a um ideal de segurança virtual. Por isso, existem algumas dicas de segurança para usuários e organizações garantirem que suas informações estejam em um ambiente seguro e livre de qualquer ameaça.

  • Tome cuidado antes de abrir qualquer e-mail não solicitado ou suspeito;
  • Sempre mantenha os softwares de segurança e sistemas operacionais atualizados;
  • Use senhas fortes com números e letras; E de preferência, uma diferente para cada conta;
  • Acompanhe regularmente os extratos bancários para poder identificar qualquer atividade suspeita;
  • Ao notar algum comportamento estranho ao realizar uma operação bancária, informe imediatamente sua instituição financeira;
  • Realize treinamentos constantes com os funcionários sobre os riscos que correm quando não adotam um comportamento digital seguro.

1Dado divulgado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em fevereiro de 2015.