Segurança: polícia de SP terá sistema da Microsoft para combater crimes

Por Redação | 19 de Abril de 2014 às 12h25
photo_camera Divulgação

São Paulo vai ganhar mais uma novidade em prol da segurança de seus cidadãos. O governo do Estado anunciou nesta semana o lançamento do Detecta, um sistema inteligente de monitoramento criminal para aprimorar o trabalho dos policiais e autoridades locais. O programa, desenvolvido pela Microsoft em parceria com a prefeitura de Nova York, funciona como os buscadores de sites na internet, indexando grandes quantidades de informação policial e fazendo associação entre esses dados automaticamente.

De acordo com a Microsoft, as informações coletadas pelo Detecta podem ser características de um suspeito, captadas por câmeras de monitoramento, ou a forma como um crime foi cometido. Tudo isso fica armazenado em um grande banco de dados acessível aos oficiais (policial de patrulhamento, investigador, funcionário de segurança pública), que podem filtrar as informações de maneira pré-estabelecida para ajudar na investigação de um caso. Durante uma ocorrência, por exemplo, o sistema pode emitir alertas sobre crimes.

A ferramenta utiliza duas funções para cruzar os dados armazenados: o Big Data e o business intelligence. A primeira permite guardar e processar grandes quantidades de informações, enquanto o segundo processa dados específicos para finalidades determinadas previamente, como no caso dos alarmes. Segundo a gigante de Redmond, o mecanismo é fácil de utilizar e dispõe os documentos e arquivos em um mapa interativo.

Um dos diferenciais mais interessantes do Detecta é que o acesso ao programa será multiplataforma. Ou seja, os policiais poderão acessar o software por meio de qualquer dispositivo, sejam eles notebooks, computadores, tablets ou smartphones. Como explica a Microsoft, o acesso será feito "com comando a partir do Copom (Centro de Operações da Polícia Militar), do Cepol (Centro de Comunicações e Operações da Polícia Civil) e do Ciisp (Centro Integrado de Inteligência de Segurança Pública do Estado de São Paulo)".

Inicialmente, até 1 mil policiais poderão usar o sistema ao mesmo tempo, mas com possibilidade de ampliação. Os primeiros resultados da ferramenta estão previstos para quatro meses após o início da implementação em São Paulo. Nos três primeiros meses, serão realizadas três ações em paralelo: 1) adaptação do sistema às normas brasileiras, com tradução e troca para unidades utilizadas - de dólar para real, por exemplo -, 2) treinamento dos primeiros oficiais e 3) a própria instalação do sistema.

A partir do quarto mês, os alertas de 10 mil padrões de crimes, identificados pelas autoridades de Nova York, serão adaptados às necessidades da polícia paulista. O contrato de R$ 9,7 milhões ainda terá mais dez meses de duração depois que a ferramenta começar a funcionar, com a Microsoft sendo responsável por desenvolver novos alertas e regras de acordo com a experiência dos policiais do Estado.

Além do Detecta, um outro projeto em São Paulo chamou atenção agora no começo do ano. Trata-se do "Laboratório de Mobilidade" que, ao contrário do sistema de segurança criado pela Microsoft, tem como objetivo encontrar soluções para a mobilidade urbana na capital paulista a partir do monitoramento e gerenciamento dos meios de transportes públicos da cidade. Serão contratados hackers para aperfeiçoar os sistemas já existentes a fim de criar formas mais completas de gerenciamento de trânsito na capital.

Para oferecer flexibilidade aos programadores, o laboratório deve ficar aberto durante as 24h do dia. Os salários variam entre R$ 351,90 e R$ 5,9 mil, em valores determinados conforme função, experiência e qualificações gerais. Leia mais sobre o projeto.

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