Relatório revela que 2013 foi o pior ano em relação à violação de dados

Por Redação | 26.03.2014 às 21:57
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De acordo com o Online Trust Alliance, 2013 foi o pior ano da história em relação às violações de dados, com mais de 740 milhões de registros pessoais expostos. O relatório ainda aponta que 89% das violações poderiam ter sido evitadas. É necessária uma maior sensibilização e educação em torno da privacidade de dados, não só para usuários, mas para as empresas a quem esses usuários confiam seus dados diariamente.

A questão da violação de dados já recebeu um dia próprio de conscientização, o Data Privacy Day (ou Dia da Privacidade de Dados, em tradução livre), comemorado em 28 de janeiro. A data foi criada para lembrar usuários e empresas ao redor do globo mundo sobre a necessidade de uma educação voltada para a privacidade nas redes.

No entanto, manter o controle sobre os próprios dados on-line nem sempre é tarefa fácil. Os sites podem atualizar suas políticas de privacidade e introduzir novas funcionalidades a qualquer momento, o que significa que eles podem ter um entendimento próprio sobre o que e quanto se está compartilhando.

Além do relatório, o grupo também publicou alguns alguns passos que podem ajudar a manter o usuário no controle de seus dados on-line:

  • Use programas e aplicativos para controlar as configurações de privacidade de diversos sites: existem diversos aplicativos e softwares que permitem a configuração de informações pessoais online disponíveis no mercado. O AVG PrivacyFix, por exemplo, é uma ferramenta gratuita que ajuda o usuário a controlar completamente seus dados on-line. A partir de um painel de controle único, é possível controlar as configurações de privacidade em sites como Facebook, LinkedIn, YouTube e Google.
  • Use senhas fortes: um dado preocupante é que 76% das violações ocorridas em 2013 foram realizadas por causa de senhas e credenciais fracas ou que foram roubadas. A definição de uma senha forte é uma das coisas mais fáceis que você pode fazer para proteger seus dados e identidade online. Use sempre senhas que misturem letras (maiúsculas e minúsculas), números e caracteres especiais. Nunca utilize palavras com significado nem datas de aniversários.
  • Obtenha proteção para seus dispositivos: como 21% de todas as violações vieram da perda da propriedade física (laptop, tablet, telefone, etc), a mensagem de que é preciso proteger esses dispositivos nunca foi tão clara. Existem softwares de segurança gratuitos para smartphones que ajudam a bloquear, localizar e até mesmo limpar o dispositivo Android assim que ele for perdido ou roubado.
  • Verifique as permissões dos aplicativos: com grande frequência, usuários instalam aplicativos sem entender o quanto de seus dados eles desejam acessar. Existem aplicativos que querem compartilhar a sua localização, acessar seus contatos, fotos e fluxo social. Todos os aplicativos devem perguntar antes de poderem utilizar os seus dados, portanto, não se esqueça de verificar com cuidado o que você está autorizando.
  • Ative o "Do Not Track": esta é uma opção que permite ao usuário optar se deseja ser rastreado por publicidade e por análise dos rastreadores ou não. Uma vez ativado, o usuário terá maior controle sobre quais cookies e rastreadores permitir e, portanto, sobre quais as empresas podem rastrear suas atividades online. Existem várias maneiras de ativar o "Do Not Track", a maioria dos navegadores já incorporam a função com nomes diverentes, como "janela anônima" do Chrome, "navegação In Private" do Internet Explorer e "Incognito" do Firefox.

"Não podemos nos descuidar da privacidade, principalmente com o amplo uso dos dispositivos móveis, pois nossas informações estão cada vez mais vulneráveis nos dias de hoje" afirma Mariano Sumrell, diretor de Marketing da AVG Brasil. "Mais do que utilizar ferramentas de proteção e privacidade, o que precisamos é educar o usuário e as empresas para que compreendam a necessidade de estarem atentos à questão fomentando a prevenção da perda" explica.