Relatório mostra que quase um bilhão de dados foram roubados em 2014

Por Redação | 13.02.2015 às 16:20

A empresa holandesa Gemalto, fornecedora de soluções de segurança digital e SIMCards, criou um relatório com informações sobre violações de dados. No ano passado, o aumento foi de 49%, sendo quase um bilhão de dados comprometidos que foram originados de 1,5 mil ataques, totalizando um aumento de 78% em relação ao ano anterior. As informações são da TI Inside.

O maior tipo de ataque registrado foi o de roubo de identidade, com 54% das violações referentes a roubo de dados pessoais, ficando maior do que os 23% registrados em 2013. Entre essas informações estão endereços de email, nomes, senhas, dados bancários, informações sobre saúde e números de programas de seguridade social.

O relatório da Gemalto também mostra que menos de 4% do número total de violações foram de dados criptografados, seja em parte ou no seu total. Porém, mesmo sabendo que a criptografia seja a solução mais segura, uma boa parte das empresas e organizações ainda não a fazem.

A fonte cita como exemplo um ataque ocorrido na última semana pela empresa Anthem, que resultou no roubo de milhões de senhas de clientes. São quase 80 milhões de números de planos seguridade social sem criptografia. Os hackers conseguiram, assim, facilmente invadir o banco de dados para roubar estas informações. O acontecimento já foi registrado como a maior violação de dados sofrida por uma companhia de seguros de saúde.

Ranking

Na Europa, o Reino Unido é o país que mais teve violações de dados, sendo 117 infrações. Depois está a França, com nove e a Alemanha, com oito. Com isso, o Reino Unido ocupa a segunda posição em violações de informações de todo o mundo, ficando atrás apenas do líder Estados Unidos. Aproximadamente 76% de todos os incidentes de violação de dados registrados no ano passado aconteceram nos EUA.

Ainda de acordo com o relatório, o varejo foi o setor que mais sofreu violações, aumentando de 29% para 55% em 2014. O aumento aconteceu no número de ataques a sistemas de ponto de venda, os PDV's. Agências governamentais e outras empresas do setor público ficaram com 17% do número total de ataques, com um total de 50 milhões de registros de dados.

Jason Hart, vice-presidente de serviços na nuvem, identidade e proteção de dados da Gemalto, comentou ao Wall Street Journal que foi possível observar uma mudança na tática dos cibercriminosos, pois o roubo de identidade cada vez mais é registrado como a meta principal, devido aos roubos de números de cartões de crédito.