Prejuízo causado por crimes cibernéticos aumentou 40% nos últimos 3 anos

Por Redação | 10 de Outubro de 2012 às 11h00

A HP encomendou um estudo para avaliar como anda a evolução dos crimes virtuais e os custos gerados por eles. O resultado não foi nada bom: a ocorrência de ataques cibernéticos mais que dobrou nos últimos três anos, resultando em um aumento no impacto financeiro de quase 40%. A pesquisa envolveu 56 organizações localizadas nos Estados Unidos, e muitas delas são corporações multinacionais.

Segundo o "2012 Cost of Cyber Crime Study" ("Estudo sobre o custo do crime cibernético em 2012"), nos Estados Unidos, o prejuízo foi de US$8,9 milhões (cerca de R$ 18 milhões). Esse valor representa um aumento de 6% em relação ao custo médio relatado em 2011 e um aumento de 38% em relação a 2010.

Outra pesquisa, divulgada pela Norton na semana passada, apontou que no Brasil, apenas em 2012, o prejuízo causado por esse tipo de crime foi de R$ 15,9 bilhões. E 28,3 milhões de brasileiros foram vítimas de algum ataque cibernético neste mesmo período.

"As organizações estão gastando quantias cada vez maiores de dinheiro, energia e tempo nas respostas aos ataques cibernéticos e, logo, isso se tornará insustentável. Há uma clara evidência que demonstra que a implantação de soluções avançadas de inteligência de segurança ajuda a reduzir substancialmente o custo, a frequência e o impacto desses ataques", afirma Michael Callahan, vice-presidente de marketing e soluções de produtos mundiais do grupo Enterprise Security Products da HP.

O estudo também apontou que o roubo de informações e interrupção dos negócios é o crime cibernético que custa mais caro para as companhias. Mas, por outro lado, investimentos em soluções avançadas de inteligência de segurança ajudaram as organizações a economizar quase US$ 1,6 milhão (cerca de R$ 3,2 milhões) por ano.

Outro fator que torna o crime cibernético ainda mais caro é a demora em solucioná-lo. A pesquisa apontou que cada ataque demora em média 24 dias para ser solucionado, o que representa cerca de US$ 591.780 (mais de R$ 1 milhão) de prejuízo neste período.

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