Plebiscito sobre reforma política não pode ser feito via Web; entenda o motivo

Por Redação | 25.06.2013 às 19:07

Entre os pactos anunciados pela presidente Dilma Rousseff na última segunda-feira (24) está um plebiscito para formação de uma constituinte sobre reforma política. Porém, a possibilidade do voto dos cidadãos acontecer via Internet já foi descartada.

A afirmação foi feita por Eduardo Levy, diretor-executivo da entidade que representa as empresas do setor de telecomunicações (Sinditelebrasil) e divulgada pelo jornal O Globo. O motivo alegado seria a "falta de confiabilidade e de representatividade" do processo.

"A única forma para que a votação via internet seja totalmente confiável é se ela fosse biométrica", disse Levy, se referindo ao uso de identificação via impressão digital, retina, entre outros. O mais provável é que o governo adote o uso das urnas eletrônicas, utilizadas atualmente para as votações eleitorais, para realizar a votação popular.

Já para o deputado Jorge Bittar (PT-RJ), o grande problema seria a impossibilidade de autenticar o voto via web, já que a identidade do usuário não é comprovada, apenas seu IP – o que não garante que uma mesma pessoa não possa votar de diversos terminais diferentes.

Dessa forma, sem saber a identidade real de quem está votando, maiores interessados em determinados resultados poderiam votar diversas vezes na opção mais favorável. Já o problema de votar via smartphone é o fato de existirem cerca de 260 milhões de dispositivos no país. "Muitos usuários possuem mais de um chip, o que reduziria para pelo menos a metade o número de votantes", algo que não é interessante pra o plebiscito.