Pesquisa: na segurança online, usuários são '8 ou 80'

Por Redação | 26 de Novembro de 2014 às 08h52
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Uma pesquisa recente realizada pela Pew Research Center e divulgada pelo New York Times mostrou que os americanos atualmente vivem um paradoxo de privacidade online. Ao mesmo tempo em que demonstram extrema preocupação com a privacidade na internet e celulares, afirmando que não confiam em empresas de tecnologia ou governo para protegê-los, eles continuam compartilhando informações sensíveis em vários serviços.

Entre os entrevistados 81% não se sentem seguros usando mídias sociais para compartilhar informações pessoais; 78% não se sentem seguros em bate papos online; 59% em mensagens de texto; 57% em e-mails; 46% em telefones celulares e 31% não sentem estar protegidos ao usar telefones fixos. Foi identificado ainda que, quanto mais o entrevistado tinha consciência sobre informações de vigilância do governo, mais propenso a afirmar que as comunicações não eram seguras ele era.

Segundo a Pew, os jovens passaram a demonstrar mais preocupação com a privacidade na comunicação digital após as revelações feitas por Edward Snowden, que delatou o esquema de vigilância governamental, mas, de uma maneira geral, os americanos parecem encarrar este tipo de situação como uma consequência da tecnologia ou acreditam que já é tarde demais para que algo seja feito sobre o caso.

Para alguns especialistas, os usuários não têm mesmo uma escolha real sobre o tema. Após anos usando as redes sociais, ou criando listas de contatos e armazenando os mais variados tipos de informação em serviços de e-mail, por exemplo, é quase impossível se desvincular desses meios e partir para uma vida sem redes sociais, sem e-mail e praticamente sem tecnologia. Tudo se agrava quando se percebe que as empresas exigem cada vez mais a aderência de seus funcionários ao mundo digital.

Apesar disso, a maioria dos entrevistados demonstrou desconfiança sobre o destino das suas informações pessoais na rede – 80% afirmaram se preocupar com os anunciantes e empresas que têm acesso às informações privadas e 70% disseram estar preocupados com o que o governo pode fazer com suas informações sem seu conhecimento.

Mesmo com altas proporções de desconfiança, há contradições entre os entrevistados: 55% afirmam que estão dispostos a compartilhar informações pessoais com empresas para ter acesso gratuito a determinados serviços e 36% gostam que os serviços estejam mais eficientes devido às informações que possuem sobre eles.

A Pew ainda verificou quais são as informações que os usuários consideram mais sensíveis e as listou desta forma: número do seguro social, informações de saúde, conteúdo de e-mails e telefonemas e localização. Segundo a pesquisa, os usuários estão menos preocupados com informações como seus hábitos de compras, consumo de mídia, opiniões políticas e religiosas e identidade dos amigos.

O estudo ainda indicou que pessoas com mais escolaridade e renda maior tendem a ser mais preocupadas com a privacidade online. Da mesma forma, os jovens são mais preocupados com essas questões. Para 59% deles, o conteúdo dos e-mails é algo sensível, enquanto apenas 42% dos adultos mais velhos demonstraram a mesma preocupação.

Para finalizar, a pesquisa constatou que 91% dos entrevistados concordam ou concordam fortemente que os usuários perderam o controle sobre as informações pessoais coletadas e usadas pelas empresas, todavia não sabem o que fazer a respeito. Além disso, dois terços dos entrevistados gostariam de poder proteger mais suas informações pessoais e o mesmo número acredita que o governo deveria adotar medidas mais eficientes para proteger os cidadãos online.

Fonte: http://mobile.nytimes.com/2014/11/13/upshot/americans-say-they-want-privacy-but-act-as-if-they-dont.html?referrer=&_r=0

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