Pesquisa mostra que 32% dos executivos não sabem onde estão os riscos digitais

Por Redação | 03 de Outubro de 2014 às 16h00

Uma pesquisa realizada pela Harvard Business Review Analytic Services e encomendada pela Trend Micro concluiu que, apesar da noção geral de que as ameaças virtuais existem e são um perigo de verdade, quase um terço dos executivos não conhecem exatamente os riscos. De acordo com os dados do estudo, 32% dos CTOs desconhecem exatamente as ameaças a que estão sujeitos e, sendo assim, são incapazes de alocar de forma adequada os orçamentos para esse fim.

Apesar disso, a noção de que existe sim um perigo é quase absoluta. 60% dos entrevistados afirmaram estar muito preocupados com as ameaças digitais, citando diversos aspectos para justificar isso: danos à marca (56%), danos à reputação profissional (54%), perda de propriedade intelectual (52%) e perda de receita (49%). Entretanto, a conclusão que fica é que tais noções são bastante genéricas e os executivos não sabem exatamente de que forma suas empresas poderiam ser atacadas.

Além disso, desfigurações de websites, roubo de dados financeiros próprios ou dos clientes, obtenção de informações pessoais dos funcionários e a criação de credenciais falsas também foram citadas como problemas que tiram o sono dos CTOs. 71% deles disseram não conhecer exatamente quais seriam as consequências de ataques desse tipo nem de que forma poderiam mensurar o que está havendo.

Apesar de tudo isso, mais da metade (58%) dos entrevistados acredita que tudo está funcionando bem em suas empresas. Enquanto isso, 48% dos diretores de TI pensam que os responsáveis pela tomada de decisão não acreditam que problemas de segurança podem afetá-los, enquanto 46% citam a falta de retorno com relação a investimentos do tipo como uma grande dificuldade na hora de decidir o que fazer nesse sentido.

O estudo também indica algumas maneiras de mudar essa situação e tornar a área de tecnologia da informação mais protegida e dinâmica. Segundo a Trend Micro, uma ideia possível é criar maior ligação entre o setor e os diretores da empresa por meio de programas de conscientização. Assim, a ideia é mostrar que os investimentos em segurança são prioritários.

Além disso, um bom caminho é a classificação dos dados e serviços da empresa em uma escala de importância em risco, de forma que seja possível mensurar exatamente quais pontos precisam de mais atenção. Juntamente com as equipes de desenvolvimento, as empresas podem, a partir daí, trabalhar em estratégias de defesa e contenção no caso de problemas.

150 executivos de companhias com mais de 500 funcionários participaram da pesquisa, cujas entrevistas foram realizadas em janeiro deste ano. A maioria dos entrevistados é da Ásia, com 32%. A Europa, Oriente Médio e África estão em segundo, com 32%, seguidos pela América do Norte, com 28% dos consultados. Os 8% que faltaram são do restante do mundo.

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