Pesquisa: 63% dos internautas não conseguem identificar mensagens maliciosas

Por Redação | 29 de Janeiro de 2013 às 19h14

A empresa russa especializada em segurança Kaspersky, em parceria com a O+K Research, divulgou nesta segunda-feira (28) os resultados de sua última pesquisa com internautas - 11 mil pessoas de todo o mundo com 16 anos ou mais -, mostrando que 63% deles não são capazes de reconhecer mensagens maliciosas e que, possivelmente, contêm algum esquema de phishing (fraude eletrônica que tenta capturar dados pessoais e bancários).

O estudo mostrou que 51% dos usuários de PC já receberam algum tipo de mensagem ou links maliciosos e 29% admitem que tiveram seus computadores infectados após clicarem sobre algum link ou abrir algum arquivo suspeito enviado por e-mail. Outros 32% afirmaram terem recebido mensagens suspeitas provenientes de bancos, redes sociais e outros serviços solicitando alguns de seus dados pessoais, enquanto 16% afirmaram já terem fornecido informações em páginas consideradas suspeitas.

A maior parte dos usuários de internet continua acreditando que é seguro navegar na rede com computadores desprotegidos, sem um software de anti-vírus instalado. Os pesquisadores da Kaspersky revelaram que 51% dos usuários de PC e 49% dos de notebooks consideram a navegação na internet completamente segura. Esse número diminui para 33% entre os usuários de desktops e notebooks Mac.

Gráficos internet Kaspersky

Reprodução: Tek Sapo

Quando o assunto é a segurança de navegação nos dispositivos móveis, a pesquisa mostra que 53% dos usuários de smartphones possuem algum tipo de anti-vírus instalado, e 61% dos proprietários de tablets também utilizam algum software de segurança. No entanto, 59% dos usuários de telefones celulares com acesso à internet não possuem nenhum anti-vírus instalado.

Gráficos internet Kaspersky

Reprodução: Tek Sapo

Além disso, os internautas consultados mostraram que têm poucos conhecimentos sobre as principais armas cibernéticas, com mais de 60% desconhecendo a existência da Stuxnet, da Duqu e de vulnerabilidades ou ataques do 0-day. As redes Wi-Fi gratuitas e públicas foram consideradas a principal forma de navegação na internet, algo que pode comprometer a segurança de dispositivos.

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