Pesquisa: 50% das pessoas dormem ao lado do celular, mas não protegem dados

Por Redação | 10.10.2013 às 12:30

O relacionamento com dispositivos móveis fica cada vez mais sério. Uma pesquisa realizada pela Norton informa que 50% dos usuários de smartphones dormem com seus aparelhos ao alcance das mãos. Além disso, o uso no dia a dia também é recorrente, mesmo em situações em que você não deveria usar o celular, como em um jantar com amigos (25%), e 49% ficam chateados se esquecem o aparelho em casa.

Esse relacionamento pode ser perigoso, já que o estudo também apontou que 47% dos brasileiros sequer sabem da existência de soluções de segurança para dispositivos móveis. Além disso, os donos de smartphones e tablets não usam nenhum método de proteção, como senhas de bloqueio de tela, aplicativos de segurança e também não fazem backup de arquivos.

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Aparelhos com sistema Android contam com uma ampla gama de oferta de softwares antivírus - muitos deles gratuitos. Já dispositivos móveis da Apple, como o iPhone, iPad e iPod, possuem apenas aplicativos que protegem contra páginas maliciosas, devido a uma restrição da própria fabricante.

Vale ressaltar que muitos brasileiros usam celulares e tablets tanto para o trabalho quanto para a diversão, o que potencializa novos riscos de segurança para as empresas já que facilita o acesso dos cibercriminosos a informações ainda mais valiosas.

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Já nos computadores, os internautas estão mais conscientizados quanto aos riscos virtuais, uma vez que 70% afirmaram possuir programas de segurança instalados. Mesmo assim, 22 milhões de pessoas foram vítimas de ataques digitais nos últimos 12 meses, de acordo com a Symantec, detendora da Norton.

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"Atualmente, os cibercriminosos utilizam ataques mais sofisticados, como o Ransomware e Spear-phishing, que são muito mais lucrativos", diz Steve Trilling, diretor de tecnologia da Symantec.

A Norton dá três dicas para se proteger no ambiente virtual dos dispositivos móveis: pensar em ceulares e tablets como mini computadores, proteger as suas informações com senhas, e pensar bem antes de disponibilizar na nuvem um documento importante de trabalho.

O chamado Norton Cibercrime Report é um dos maiores estudos do mundo sobre cibercrime com foco nos consumidores. A empresa ouviu mais de 13 mil usuários adultos em 24 países, incluindo Brasil. A ideia é compreender como o crime virtual afeta os consumidores e de que forma a adoção e evolução de novas tecnologias impactam a segurança desses usuários.