Pesquisa: 42% das empresas latino-americanas não aprovam política do BYOD

Por Redação | 30.10.2013 às 07:30
photo_camera Divulgação

Um estudo conduzido pela Motorola Solutions aponta que uma em cada duas empresas na América Latina não planeja aderir ao Bring Your Own Device, o BYOD. A política permite que os funcionários levem os próprios dispositivos ao ambiente de trabalho, como tablets, notebooks e smartphones.

A pesquisa constatou que 42% das companhias não pensam em permitir que os empregados usem seus smartphones, e 61% não aceitam o uso de tablets pessoais. Além disso, menos de 12% das organizações que implementaram a política BYOD oferecem suporte aos profissionais de TI – apenas 19% proporcionam suporte de TI para smartphones e 17% para tablets próprios.

De acordo com o estudo, as empresas adotam essa tendência porque preferem equipar os empregados com ferramentas tecnológicas dentro da companhia, para então garantir um bom desempenho. Apesar da maioria não aprovar o uso de dispositivos móveis pessoais, 72% das empresas disponibilizam celulares inteligentes aos funcionários, enquanto 39% oferecem tablets. A previsão é que 10% das instituições forneçam tablets aos profissionais nos próximos 12 meses.

"As empresas precisam oferecer a seus trabalhadores ferramentas que estejam preparadas para ambientes não amigáveis", explica Miguel Martinez Noguerol, vice-presidente corporativo de Vendas e Operações da Motorola Solutions para a América Latina e Caribe. "A política de BYOD obriga os empregados a trabalhar com dispositivos planejados para consumo massivo, que provavelmente não são suficientemente robustos".

O relatório da Motorola é conhecido como Barômetro de Mobilidade da Motorola Solutions, que identifica os indicadores das oportunidades e dos desafios da mobilidade de empresas e entidades governamentais, mediante a coleta de informações diretas de organizações que estão investindo em soluções tecnológicas e em sua implantação. As pesquisas, feitas pela agência de pesquisas TNS Internacional, incluíram 375 executivos-chave de TI e negócios da Argentina, do Brasil, da Colômbia e do México.