Pesquisa: 17,9% dos brasileiros sofreram ou conhecem vítimas de crimes digitais

Por Redação | 14 de Agosto de 2013 às 09h35

A quinta edição da pesquisa 'O Comportamento dos Usuários na Internet', feita pela FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) e divulgada nesta segunda-feira (12), mostra que o número de pessoas que já sofreram ou conhecem outras pessoas que foram vítimas de crimes eletrônicos passou de 12,7% em 2012 para 17,9% neste ano, como informa reportagem da Agência Brasil.

Os homens continuam sendo as principais vítimas dos crimes digitais, com 20,6% dos entrevistados afirmando já terem caído em golpes, enquanto 15,2% das mulheres também revelaram ter sofrido com esses crimes. O estudo também mostrou que, mesmo com todos os riscos apontados na internet, o número de pessoas que possuem algum software de proteção e antivírus em seus computadores caiu neste ano, passando de 79,8% no ano passado para 65,4%.

Quando questionados sobre a nova lei cibernética, 66,6% dos entrevistados afirmaram ter conhecimento sobre a legislação e apenas 16,3% acreditam que esta lei será suficiente para combater crimes eletrônicos. 65,9% dos entrevistados afirmaram que conteúdos ilegais espalhados pela internet devem ser removidos imediatamente assim que a vítima solicitar, e 34,1% afirmaram que essa medida deve ser tomada a partir de uma ordem judicial.

Ainda de acordo com os dados do levantamento, 49,8% dos usuários acreditam que as empresas de internet utilizam seus dados e os compartilham com outras empresas sem autorização e 72,3% afirmaram que não confiam no modo como suas informações pessoais fornecidas para empresas de internet são armazenadas. Mesmo não confiando tanto no armazenamento de dados, 87,8% disseram que as companhias devem armazenar informações para o caso de possíveis futuras investigações de crimes cibernéticos. 55,9% afirmaram que fazem compras pela internet e entre os que responderam que não praticam a atividade, 32,9% revelaram que têm receios de fraudes.

Sobre dispositivos móveis, a pesquisa mostrou que 48,7% dos usuários de internet utilizam seus próprios dispositivos no ambiente de trabalho e que 29,7% transportam informações das empresas onde atuam em seus aparelhos. A maioria dos entrevistados, 86,4%, revelou que tem medo de fraudes eletrônicas e de ataques hackers, mas 59,7% continuam baixando aplicativos em seus aparelhos.

"Até se tornarem vítimas, as pessoas pensam que estão protegidas e deixam de tomar alguns cuidados. Publicar fotos e divulgar dados pessoais, nome completo, nome da empresa onde trabalha nas redes sociais, por exemplo, é muito perigoso, assim como senhas de fácil acesso, fazer check-in no local onde estão", afirmou à reportagem da Agência Brasil Kelly Carvalho, economista da Fecomercio.

A economista diz que, mesmo com todas as recomendações, muitas pessoas estão se descuidando de sua segurança na internet por não ter sido vítimas de qualquer tipo de crime digital. Além disso, Kelly Carvalho afirmou também que o número de pessoas que caem em golpes de e-mails com links maliciosos ainda é grande, e mesmo com esse crime sendo tão antigo, as pessoas se descuidam e acabam clicando sobre os links ou deixam suas informações pessoais armazenadas em sites.

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