Pequeno dispositivo de US$ 20 pode hackear carros

Por Redação | 06 de Fevereiro de 2014 às 16h05

Embora as montadoras tenham uma enorme preocupação para manter a segurança de carros e caminhões com sistemas digitais, nem tudo é tão seguro quanto parece. Uma dupla de pesquisadores está disposta a provar ao mundo que com um equipamento compacto e muito barato é possível hackear qualquer carro em apenas alguns minutos.

A possibilidade de burlar qualquer sistema deve ser apresentada na conferência de segurança Black Hat, que acontece em Cingapura no próximo mês. Os pesquisadores espanhóis Javier Vazquez-Vidal e Alberto Garcia Illera vão apresentar ao mercado o dispositivo que construíram com apenas US$ 20.

Ele pode ser conectado fisicamente à rede interna de um carro com o objetivo de injetar comandos maliciosos capazes de afetar tudo dentro do veículo, desde o comando das janelas até o sistema de direção e freios.

O aparelho, que é um pouco menor que um iPhone, conta com quatro fios que devem ser ligados ao centro de controle do carro, usando inclusive o sistema elétrico do próprio veículo para funcionar. Lá, o aparelho não faz absolutamente nada até que algum comando seja dado pelo computador do hacker. Os sinais são enviados por rede sem fio, sem a necessidade de conexão física para o recebimento dos comandos.

Por enquanto, o sistema tem conexão via Bluetooth, o que limita a o distanciamento entre o veículo e o sabotador, mas até a feira em Cingapura, o aparelho apresentado terá sua conexão via GSM, o que tornaria o controle possível mesmo a muitos quilômetros de distância.

Vazquez-Vidal diz que em menos de cinco minutos todo o sistema está instalado e pronto para a sabotagem. Os pesquisadores testaram seu sistema em quatro veículos diferentes, de marcas distintas, e garantem que em todos foi possível desligar os faróis, acionar o alarme, abrir e fechar janelas e acionar a frenagem de emergência, algo bastante perigoso.

Em alguns casos foi necessária a abertura do capô ou do porta-malas para a instalação do sistema, porém, em outros veículos os pesquisadores garantem que o trabalho pode ser feito pela parte de fora do carro, sem ter acesso direto ao motor. Por questões óbvias, a dupla se recusa a detalhar o funcionamento do sistema e as marcas de carro vulneráveis aos ataques.

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