Pais ajudam polícia a prender suspeitos de pedofilia em São Paulo e Niterói

Por Redação | 03.09.2012 às 12:25 - atualizado em 03.10.2012 às 14:50

Na última semana, policiais das cidades de São Paulo e Niterói, no Rio de Janeiro, identificaram (graças a ajuda dos pais das crianças aliciadas) e prenderam dois homens e uma mulher suspeitos de cometer crimes de pedofilia na internet.

Os pais das crianças - dois irmãos de nove e doze anos de Niterói e uma menina de 14 anos de São Paulo - notaram a mudança no comportamento dos seus filhos e começaram a monitorar suas atividades na internet. Os responsáveis colheram diversas provas e gravações para identificar os criminosos.

"Eu beijei ele naquela noite, eu deixei ele na cama dormindo e ele levantou para retornar à internet para falar com esse rapaz", afirmou ao Fantástico, da rede Globo, a mãe dos irmãos de Niterói. "No meio da madrugada ele foi até o meu quarto e pegou o celular do pai. E ficaram conversando durante uma hora".

O rapaz identificado como Betinho, 21 anos, aliciava as crianças pela internet usando uma imagem sua de quando ainda era adolescente. O suspeito pode ser indiciado por assédio, armazenamento de pornografia infantil e ameaça.

Em São Paulo, os pais da adolescente também notaram uma grande mudança em seu comportamento, junto ao fato de que ela passava muitas horas na frente do computador. Para tentar identificar o que estava acontecendo com sua filha, os pais pediram demissão de seus empregos e instalaram um programa espião no computador da menina, que de hora em hora enviava um relatório das atividades da adolescente.

Casal preso suspeito pedofilia

O casal suspeito de pedofilia pode pegar até oito anos de reclusão

A menina foi aliciada por um casal e chegou a receber presentes estranhos em sua casa, como um espartilho. Além disso, a adolescente se encontrou pessoalmente com o casal e fotos suas foram parar em sites pornográficos.

Rodrigo, operador de telemarkteing de 36 anos, e Luciana, professora universitária de 35 anos, foram presos na última quarta-feira (29) e podem ser condenados a até oito anos de prisão.

A polícia também ressaltou que a atuação dos pais foi fundamental para a identificação e captura dos suspeitos e que, sem os dados que os pais coletaram, a polícia teria muita dificuldade para encontrar os aliciadores.