Pais acreditam que a internet tem deixado os filhos mais precoces

Por Redação | 17 de Junho de 2014 às 16h45

Em pesquisa divulgada nesta segunda-feira (16), a AVG Technologies revelou que as crianças da atual geração estão mais precoces. Aos 10 anos, a maioria delas já teve a primeira conversa sobre "assuntos sérios" com seus pais, enquanto que 50% dos próprios pais dessas crianças revelaram ter o mesmo tipo de conversa quando tinham por volta dos 15 anos.

A Internet foi apontada como a força responsável pelo avanço das conversas sobre temas adultos entre as crianças e adolescentes. Segundo os pais, o tema mais difícil de abordar foi sobre pornografia, ainda que eles acreditem que juntamente com temas sobre o sexo e a puberdade a internet tem sido uma fonte ampla de informações. A pesquisa revela também que 42% dos pais estão preocupados com o tempo que os filhos passam conectados e 47% revelaram receio quanto ao acesso fácil a conteúdos impróprios.

A AVG criou uma série de livros digitais interativos, chamados Magda & Mo, que ajudam os pais e filhos a lidarem de forma simples e fácil com essas questões que envolvem discussões mais complexas. O material foi desenvolvido em parceria com a Childnet International e o primeiro livro da série, "Os piratas da Rosquinha", conta uma divertida história que inclui personagens que precisam tomar decisões online sozinhas ou sob consulta de um adulto. A série de livros fornece sugestões claras e simples sobre iniciativas efetivas que podem ser tomadas.

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Entre os métodos de prevenção mais comentados pelos pais na pesquisa, aplicada a 5.420 pais, estão "proibir a criança de visitar sites desconhecidos sem permissão", representando 53% da preferência, "conversas com estranhos e compras online", com 51%, e "permitir que seu filho permaneça online por apenas um período pré-determinado de tempo", com 44%. O que chamou a atenção é que os pais seguem em dúvida sobre a forma de inibir o acesso deliberado das crianças, visto que nenhum dos métodos alcançou preferência esmagadora na pesquisa, apesar de 81% deles afirmarem impor uma ou mais restrições ao filhos quanto ao acesso à rede.

Em contrapartida, apenas 35% das crianças pesquisadas (2.569 no total) acham que a Internet pode ser perigosa. A mesma pesquisa aponta que a maior parte dos pais acredita que aos 12 anos seus filhos saberão mais sobre a Internet do que eles próprios, e 19% acreditam que isso ocorrerá quando seus filhos tiverem apenas 9 anos.

Mariano Sumrell, diretor de Marketing da AVG Brasil, afirmou que pais e filhos precisam trabalhar juntos para não correrem riscos desnecessários na Internet. "Isso aponta a necessidade de um processo de aprendizado sobre o que pode e o que não pode ser feito na Internet desde a primeira infância. Com o aumento do uso de dispositivos conectados por crianças, não podemos subestimar a necessidade de ter esse tipo de diálogo aberto desde cedo com os pequenos", comentou.

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