Ouvir música pode desencadear um vírus codificado em seu smartphone

Por Redação | 31 de Maio de 2013 às 18h26

Pesquisadores da Universidade do Alabama, EUA (UAB) descobriram novos métodos utilizados pelos criminosos para acionar malwares em dispositivos móveis que podem, eventualmente, levar a ataques direcionados disparados por um grande número de aparelhos infectados na mesma área geográfica.

Esses métodos são difíceis de detectar e podem ser desencadeados por música, iluminação ou vibração. O estudo foi apresentado na China no início deste mês e mostra que dispositivos móveis estão bem mais suscetíveis do que imaginamos. Uma equipe de pesquisadores da UAB foi capaz de desencadear um malware escondido em dispositivos móveis a 55 metros de distância em um corredor lotado usando apenas música.

"Quando você vai para uma arena ou para o Starbucks, você não espera que uma música tenha uma mensagem escondida, por isso esta é uma grande mudança de paradigma, porque o público vê apenas e-mails e a Internet como vulneráveis a ataques de malware", disse Ragib Hasan, Ph.D., professor assistente de informática e ciências da informação e diretor do laboratório de computação da UAB. "Dedicamos muito do nosso esforço no sentido de garantir canais de comunicação tradicionais. Mas quando os caras maus utilizam métodos ocultos e inesperados para comunicar-se, é difícil, se não impossível, detectá-los."

A investigação conclui que, uma vez instalados certos tipos de malware, estes podem ser ativados ou controlados por mensagens ocultas imperceptíveis para os seres humanos, que são criptografadas dentro de sons ou luzes. A música, os vídeos de música e a luz da TV, por exemplo, podem desencadear o malware instalado anteriormente ou dizer-lhe o que fazer. O método baseia-se em uma das principais vantagens de smartphones: os telefones inteligentes estão sempre ligados, sempre conectados e sempre em contato com sensores de áudio e vídeo.

Os pesquisadores entendem que esse tipo de ataque é sofisticado e difícil de construir, mas que pode se tornar cada vez mais fácil de ser realizado com a melhora da tecnologia ao longo do tempo. "Precisamos criar defesas antes que esses ataques se tornem comuns, por isso é melhor descobrirmos essas técnicas antes e ficar um passo à frente", disse Shams Zawoadum, estudante de doutorado e assistente de pós-graduação no laboratório de computação da UAB durante a conferência na China.

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