Os riscos do touchscreen

Por Mariano Sumrell | 20 de Setembro de 2012 às 13h28

Nos últimos meses, acompanhamos a profusão de lançamentos de equipamentos touchscreen. Computadores, smartphones, tablets, tocadores de mp3, televisões, teclados e até geladeiras chegam ao mercado com a nova funcionalidade, que já é sonho de consumo de milhares de pessoas em todo o mundo.

Dispositivos sensíveis ao toque simplificam o acesso às informações, facilitam a compreensão e aproveitamento das funções do equipamento e garantem muita interatividade. Com o lançamento do Windows 8, programado para o fim de outubro, a tendência é de que softwares para os mais diversos usos, desde os redatores de texto até os voltados à diagramação e programação, adaptem sua interface à esse nova era da tecnologia.

No primeiro momento, a popularização do touchscreen tende a deslumbrar o usuário. Com a substituição do clique pelo toque, fica mais fácil acessar a internet e, consequentemente, acabamos mais expostos aos riscos dos links e aplicativos maliciosos. Afinal, quem checa a procedência dos links antes de clicar quando navega em dispositivos touch? Ou seja, a facilidade de acesso é um prato cheio para que sejamos expostos aos riscos sem nos darmos conta disso, além de representar uma grande oportunidade aos cibercriminosos.

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Por isso, as empresas de segurança online devem manter as campanhas pela cultura do comportamento seguro, independente das formas de acesso à rede. Para maximizar a proteção dos usuários dessa tecnologia, os desenvolvedores de software já estão virando o jogo em seu favor, com soluções de segurança com interface amigável, adaptada ao touchscreen e que faça com que a configuração da proteção seja tão simples quanto clicar em um link malicioso.

O consumidor de computadores e gadgets com touchscreen precisam manter a atenção, para que as facilidades do touchscreen não sejam uma porta de entrada para os riscos online. Monitorar o mercado de segurança também é importante, adotando soluções adequadas ao sistema operacional utilizado e adaptadas às suas funcionalidades, facilitando sua configuração e, consequentemente, minimizando os riscos.

* Mariano Sumrell é colunista do Canaltech e diretor de Marketing da AVG Brasil.

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