Segurança patrimonial ganha eficiência com comunicação M2M (machine-to-machine)

Por Colaborador externo | 28 de Maio de 2013 às 10h00

Por Ricardo Buranello*

No primeiro trimestre deste ano, segundo dados da Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo, foram registrados mais de 300 mil casos de crime ao patrimônio em todo o estado. Esses números apontam para um fato alarmante: as propriedades em São Paulo estão sob o constante alvo de uma população criminosa ascendente. Uma pesquisa similar, também feita pela Secretaria de Segurança, indica que câmeras e equipamentos de vigilância servem para afugentar esses criminosos, que consideram residências sem tais tecnologias presas mais fáceis.

Por isso, a procura por sistemas de segurança patrimonial vem crescendo exponencialmente. Isso é notável no aumento de oferta e demanda que ocorre ano após ano durante a Exposec, maior feira de segurança da América Latina. Não à toa a última edição do evento recebeu 36 mil visitantes - entre os quais proprietários de imóveis, síndicos e zeladores - em busca das últimas novidades do setor e movimentou mais de R$ 170 milhões em negócios. E grande parte das novas soluções de segurança tem incorporado o M2M (comunicação machine-to-machine) em suas tecnologias.

O M2M permite que a comunicação entre máquinas ocorra sem a necessidade de fios. Ou seja: mesmo que um assaltante corte a linha telefônica, a central de monitoramento ainda terá acesso ao alarme e imagens de CCTV da residência. Mas as vantagens do M2M no segmento de segurança vão além disso. No caso do patrulhamento de vigilantes, um aparelho M2M pode monitorar onde o vigia está naquele exato momento. Assim, o dono da residência vai ter, em tempo real, informações sobre o paradeiro do segurança e se sua rota é feita no horário de forma correta. Porteiros de prédios também terão acesso a botões de pânico para avisar, diretamente, autoridades ou centrais de monitoramento no caso de alguma ocorrência.

Além disso, cresce o número de soluções de segurança que integram funcionalidades ao smartphone. Hoje, um morador ou empresário pode implementar um sistema de câmeras de vigilância controladas pelo seu telefone celular. Outra solução permite o acompanhamento remoto de quem entra e sai de uma empresa através de sistemas biométricos de catracas. Tudo isso sem a necessidade de fios – diminuindo as chances de bandidos fraudarem o sistema de segurança.

Outros números desse mercado também refletem essa grande procura pelo segmento corporativo. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE), em 2012 as empresas que vendem esse tipo de equipamento e produto tiveram um faturamento superior a US$ 1,96 bilhão, com crescimento de 9% em relação ao ano anterior.

Vivemos, infelizmente, uma realidade na qual existem mais vigilantes privados do que efetivo policial. O M2M permite uma melhor administração desse contingente, torna mais tranquila a vida de moradores e empresários e representa o futuro para esse setor.

*Ricardo Buranello é diretor da Telit América Latina e tem muitos anos de experiência no M2M.

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