Novo vírus de computador se alastra como a gripe, pelo ar via Wi-Fi

Por Redação | 26 de Março de 2014 às 08h15

Pesquisadores da Universidade de Liverpool, na Inglaterra, anunciaram a criação recente de um vírus de computador que atua de forma semelhante ao vírus da gripe, se propagando pelo ar sem depender de qualquer dispositivo fixo ou móvel.

O novo vírus recebeu o nome de "Chameleon" e utiliza redes Wi-Fi para atingir suas vítimas. Ele não se aloja no dispositivo, mas sim em pontos de acesso, capturando informações de qualquer pessoa que passar por eles. Segundo os pesquisadores, o vírus é capaz de ignorar os sistemas mais bem protegidos e criptografados, focando apenas nos alvos mais frágeis.

O professor de segurança de rede da Universidade, Alan Marshall, explicou que o vírus não afeta a forma como os dispositivos se comportam, mas apenas coleta e envia as informações contidas neles. O vírus usa esses dispositivos para encontrar outras redes Wi-Fi e continuar sua propagação. Assim como ocorre com o vírus da gripe, sua atuação é mais prejudicial em regiões com grande concentração de pessoas - ou usuários, nesse caso.

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O especialista em segurança da AVG, Tony Anscombe, explica que, por ficar alocado no ponto de acesso, e não em um dispositivo como PC, smartphone ou tablet, teoricamente o "Chameleon" não pode ser combatido por soluções convencionais de segurança. No entanto, não há motivo para alarde ou preocupação, pois o vírus existe somente em laboratório e os pesquisadores já estão trabalhando para criar uma "vacina".

"Eu consigo imaginar uma ameaça como essa, que precisaria ter duas condições para atuar. Primeiro ela teria como alvo roteadores fracos e saltaria de um dispositivo Wi-Fi para o outro. Até onde sabemos, já existem ameaças que rastreiam configurações fracas ou inseguras de Wi-Fi e existem softwares capazes de detectar o tráfego não criptografado, o que seria a segunda condição para roubar dados confidenciais. Se juntarmos essas duas funcionalidades, você tem o 'Chameleon'. Mas não há motivo para preocupação, pois se trata de um caso extremo de 'confirmação-de-conceito', no qual uma teoria é testada em laboratório", explica Mariano Sumrell, diretor de Marketing da AVG Brasil.

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