Melhor prevenir do que remediar: os cinco maiores equívocos sobre backup

Por Colaborador externo | 18 de Março de 2015 às 06h41

Por Holger Felgner*

Incêndios, invasões e hackers são as ameaças de segurança que as empresas mais temem. A perda de dados, por outro lado, é encarada como um problema de menor importância – e é aí que mora o perigo.

Muitas empresas e usuários encaram o backup de dados como muito difícil, entediante ou mesmo desnecessário. Como resultado, os dados são muitas vezes perdidos devido ao descuido, negligência ou falha técnica.

Segundo o estudo Global Data Protection Index, que detalha as perdas financeiras sofridas pelas empresas devido à perda de dados e falta de backups, no Brasil, as empresas tiveram prejuízos de US$ 26 bilhões, devido à perda de dados e tempo de inatividade de seus ativos.

Esses números são motivo suficiente para livrar o mundo desses cinco equívocos comuns de backup uma vez por todas:

Equívoco 1: “A perda de dados não é tão ruim”

Qualquer um que já tentou restaurar toda a sua biblioteca de imagens sabe o quanto essa experiência pode ser dramática. Imagine então para as empresas que, ao perder grandes quantidades de dados, implicam em enormes consequências financeiras – no pior dos casos, até à falência. Afinal, o montante de prejuízos no Brasil foi de cerca de US$ 26 bilhões. Feliz é aquele que tem feito reservas para o casa de emergência ou, melhor ainda, tem armazenado os dados em outro local.

Equívoco 2: “Backups demoram uma eternidade”

Muitas empresas tendem a evitar o backup de seus dados por motivos relacionados ao tempo. As pequenas empresas, em particular, muitas vezes acabam adiando as medidas de segurança que consomem tempo em favor de tarefas operacionais mais urgentes. Essa ideia baseia-se no pressuposto de que o backup de dados demora muito tempo ou requer uma grande quantidade de espaço de armazenamento. Na realidade, apenas o backup inicial leva tempo extra. Interações futuras podem ser muito mais rápidas graças à compressão de dados, identificação de registros redundantes e backups incrementais.

Equívoco 3: “Google Drive, Dropbox e outros serviços em nuvem são ferramentas de backup adequadas”

Armazenamento em nuvem é uma tendência dominante, uma vez que geralmente tende a ser rápido e prático. No entanto, se trata apenas de armazenamento online, e não uma solução de backup. Os vários serviços de armazenamento em nuvem podem ser bons o suficiente para sincronizar os dados que são usados em vários locais. No entanto, eles não atendem as verdadeiras necessidades de um backup. Por exemplo, eles podem proteger apenas parcialmente contra exclusão acidental de dados ou vêm totalmente sem resposta no que diz respeito à fixação de configurações do sistema. Além disso, eles têm apenas abordagens insuficientes para o backup de e-mail, calendário ou informações de clientes em bancos de dados.

Equívoco 4: “Se a internet cair, backups online são inúteis”

A internet é obviamente fundamental para backups online. No entanto, mesmo sem uma conexão de web, backups online ainda são úteis. Hoje, há muitas formas híbridas de backups que combinam armazenamento externo de dados com armazenamentos locais, permitindo que o usuário restaure seus dados com ou sem uma conexão com a internet. Isso dá às empresas duas camadas de segurança: além do armazenamento externo, uma cópia local do backup pode ser usada para restaurar os dados offline e, em muitos casos, até mais rápido do que online.

Equívoco 5: “Os dados são difíceis de restaurar”

Usuários são muitas vezes vítimas de soluções de backup tradicionais, que muitas vezes não conseguem satisfazer as suas necessidades em caso de emergência. Backups online podem ser salva-vidas para muitos usuários, o que lhes permite restaurar dados antigos facilmente com o clique de um mouse.

A confiança cega, no entanto, raramente é uma boa ideia. As empresas devem colocar suas soluções de backup, incluindo a recuperação de dados, em testes de emergência regulares.

*Holger Felgner é CEO da TeamViewer.

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