Malware engana usuários utilizando mensagem "Je suis Charlie" para infectar PCs

Por Redação | 19 de Janeiro de 2015 às 11h39

Cibercriminosos estão disseminando um malware escondido por trás das mensagens intituladas "Je suis Charlie", que se tornou conhecida mundialmente após o atentado terrorista contra o periódico Charlie Hebdo, em Paris. De acordo com a empresa de segurança digital Blue Coat, a praga virtual é conhecida como DarKComet RAT ou Fynlonski.

Trata-se de uma ferramenta remota de administração gratuita que é altamente utilizada por cibercriminosos, iniciantes, ativistas e hackers com grande experiência. Isso acontece porque o malware apresenta uma variedade de características, além de ser fácil de utilizar.

O software malicioso está escondido por trás de uma imagem de um bebê recém-nascido com uma pulseirinha com a inscrição "Je suis Charlie". Ao infectar o sistema dos usuários incautos, o DarkComet RAT envia uma mensagem falsa que os leva a acreditar que abriu acidentalmente o MovieMaker e ocorreu algum erro.

Je suis Charlie

Embora aparentemente a praga tenha como alvo os franceses, o diretor geral da Blue Coat no Brasil, Marcos Oliveira, disse que a empresa continua "monitorando as atividades deste malware". Além disso, a companhia já informou as autoridades francesas sobre a existência deste malware.

"Por enquanto, fica o alerta para outros cibercriminosos que podem tirar proveito dos acontecimentos que chamam a atenção do público e da mídia. Infelizmente, nem assuntos delicados podem impedir que criminosos não tirem proveito", avaliou Oliveira.

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