Mais de 5 mil criminosos sexuais foram banidos dos jogos online este ano

Por Redação | 20.12.2012 às 17:36

Eric Schneiderman, o procurador geral de Nova York, anunciou na última quarta-feira (19) a expansão da operação que visa "limpar" o ambiente virtual, excluindo o maior número possível de criminosos sexuais. Segundo informações da GamesIndustry, mais de 2.100 contas foram eliminadas das plataformas de jogos online devido à sua ligação com esse predadores online.

A iniciativa foi chamada de 'Operation: Game Over', e aparece na sequência de outra varredura que eliminou 3.500 contas de criminosos sexuais e contou com a ajuda de grandes empresas como a Microsoft, Apple, Blizzard Entertainment, Electronic Arts, Disney Interactive Media Group, Warner Bros. e Sony.

"A internet é a cena de crimes do século 21 e precisamos assegurar que as plataformas de games online não se tornarão um playground digital para perigosos predadores. Isso significa fazer todo o possível para impedir que criminosos sexuais utilizem os videogames como um meio para caçarem vítimas mais novas", declarou o procurador geral de NY.

A Operação Game Over faz parte da Electronic Securing and Targeting of Online Predators Act (e-STOP), uma lei que obriga condenados por crimes sexuais a revelar para as autoridades todos os seus endereços de correio eletrônico e demais identidades utilizadas na Internet. Essas informações são enviadas para sites e provedores de jogos online para que eles possam remover os predadores potenciais.

Schneiderman também alerta para que os pais fiquem de olho nos hábitos online de seus filhos. Eles devem comprar jogos apropriados para sua idade e, sempre que possível, utilizar as opções de controle para pais, disponíveis em alguns games, além da boa e velha conversa a respeito da proteção de dados pessoais na Internet.

"Eu aplaudo as empresas de jogos online que expulsaram criminosos sexuais registrados em suas redes antes da temporada de férias. Juntos, estamos fazendo da comunidade online um lugar mais seguro para as crianças de Nova York", finaliza Schneiderman.