Lenovo investe em empresa para melhorar segurança e acabar com senhas

Por Redação | 10 de Março de 2014 às 11h39

A Lenovo anunciou um investimento de US$ 16,5 milhões na Nok Nok, uma startup americana que trabalha para modificar os padrões de autenticação e utilizar elementos como a biometria ou o reconhecimento de voz para substituir as senhas comuns de caracteres. O objetivo é ampliar a segurança e dificultar a vida dos hackers, que se tornam cada vez mais arrojados à medida que os padrões de proteção de contas não apresentam modificações drásticas.

Além do investimento em dinheiro, a Lenovo apontou um representante para o conselho da Nok Nok. O escolhido foi George He, atual vice-presidente sênior de Serviços na Nuvem & Ecossistema na fabricante chinesa. Juntas, as duas companhias já haviam fundado a Fast Identity Online (FIDO), uma coalizão de empresas que também luta para modificar o cenário da segurança virtual. Companhias como Google, Microsoft e PayPal também participam do grupo.

Um dos primeiros frutos dessa união foi a recente tecnologia de reconhecimento de impressões digitais aplicada no Samsung Galaxy S5, mas que também foi aberta a desenvolvedores parceiros e tem o PayPal como o principal serviço a utilizá-la. No futuro, a expectativa não apenas da Samsung, mas de todos os envolvidos, é que as senhas de caracteres comuns sejam substituídas por outras tecnologias.

O investimento será usado pela Nok Nok para o desenvolvimento de uma tecnologia chamada NNL S3, uma plataforma centralizada de informações de autenticação que estará disponível em todos os aparelhos que aderirem aos padrões de segurança da FIDO. Além disso, o dinheiro vai servir para que a startup continue buscando parcerias e possa melhorar suas equipes de vendas e marketing para colocar seus produtos no mercado.

Em reportagem do The New York Times, o diretor da Nok Nok, Phillip Dunkelberger, afirma que tais métodos, inclusive, são mais baratos que os tradicionais. Além disso, para ele, a substituição da estratégia atual por outras pode ser aplicada de maneira simples, assim como medidas de segurança nos aparelhos dos usuários para garantir que, em caso de roubo, ninguém mais tenha acesso aos serviços e informações armazenadas ali.

Os novos métodos de autenticação também têm a ver com a praticidade, algo que é essencial na nova onda da Internet das Coisas. Para Dunkelberger, por exemplo, as pessoas não querem decorar senhas para utilizar um refrigerador, mas podem utilizar a biometria ou o reconhecimento ocular, por exemplo, para utilizar o mesmo sistema de maneira segura e orgânica.

A ideia também é acabar com a repetição de senhas, um mal que assola boa parte dos usuários de internet. Como a maioria das pessoas utiliza a mesma palavra-chave em diversos serviços, quando ocorre um vazamento de dados, todas as contas acabam sendo comprometidas. Os hackers sabem disso e quando conseguem colocar as mãos em uma lista de senhas, rapidamente as aplicam em servidores de email ou redes sociais, por exemplo, em busca de mais e mais dados sigilosos e aproveitáveis.

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