Kaspersky prevê crescimento exponencial de ataques máquina-máquina

Por Redação | 28.11.2012 às 16:44

A Kaspersky Lab apresentou, na última semana, como os últimos modelos e protótipos de carros conectados podem ser vítimas de ataques cibernéticos. E alerta: dispositivos com tecnologia embarcada, de geladeiras a automóveis, deverão criar uma gigantesca onda de ataques maliciosos nos próximos anos.

Segundo uma pesquisa realizada pela Machina Research para a GSM Association, até 2020 o número de dispositivos inteligentes deve alcançar 24 bilhões, quase o triplo dos atuais 9 bilhões de dispositivos conectados. De acordo com o mesmo estudo, o impacto econômico do crescimento de dispositivos conectados será de cerca de US$ 4,5 trilhões (R$ 9,4 tri) até 2020.

De acordo com Fabio Assolini, analista de malware da Kaspersky Lab, até hoje os cibercriminosos dedicam seu tempo a explorar brechas nos dispositivos que geram retorno financeiro imediato. “A internet das coisas, por conta de uma base instalada reduzida, ainda não chama a atenção dos cibercriminosos. Eles ainda preferem se dedicar aos PCs, Macs, tablets e smartphones. Entretanto, o número de ataques deve crescer à medida que mais e mais dispositivos ganham inteligência e conexão à internet, como carros e TVs”, afirma.

Assolini destaca que importantes programas maliciosos já se mostraram muito perigosos no ataque máquina a máquina (M2M). O Stuxnet é um exemplo de como um dispositivo informatizado pode ser comprometido por ataques virtuais. Para combater a sabotagem industrial e a ciberespionagem, a Kaspersky Lab está desenvolvendo um sistema operacional dedicado à plataforma SCADA (Sistemas de Supervisão e Aquisição de Dados), que utiliza softwares para monitorar e supervisionar dispositivos de controle em processos industriais.

Mundo automotivo

Além de patrocinar a Ferrari, a empresa tem desenvolvido soluções em conjunto com a equipe de engenharia e TI da escuderia para criar sistemas de proteção aos dados gerados. "Um automóvel convencional possui cerca de 10 milhões de linhas de código e, assim como um sistema operacional, há falhas que podem beneficiar cibercriminosos. Imagine um ataque direcionado em que o motorista é impossibilitado de frear? Sem dúvida, fabricantes de automóveis ou de qualquer outro dispositivo precisam levar em consideração os problemas de segurança", alerta Assolini.