Hackers chineses podem ter roubado documentos de Barack Obama e John McCain

Por Redação | 07.06.2013 às 11:38

O departamento de inteligência dos Estados Unidos descobriu que uma série de documentos confidenciais foram roubados durante a campanha presidencial de 2008 dos então candidatos Barack Obama e John McCain. As autoridades alegam que hackers chineses possam ter efetuado o roubo das informações e o anúncio do possível roubo surgiu apenas um dia antes do encontro oficial de Obama com o presidente da China, Xi Jinping.

Os agentes afirmam que identificaram o roubo de informações em meados de 2008, e foram capazes naquela época de rastrear de onde o ataque surgiu. "Com base em tudo que sei, este foi um caso de ciberespionagem política feita pelo governo chinês contra os dois partidos políticos norte-americanos", afirmou à NBC News Dennis Blair, que atuou como diretor de inteligência nacional no governo Obama entre 2009 e 2010. "Eles estavam procurando por posições na China, surpresas que podem ser implantadas em campanhas contrárias a ela".

Aparentemente, os documentos continham arquivos internos e uma carta que McCain enviou ao presidente de Taiwan na época. O roubo de informações começou a ser investigado depois que um um diplomata chinês, antes mesmo da carta ser enviada, entrou em contato com um assessor de políticas externas de John McCain para reclamar sobre o conteúdo da correspondência.

As autoridades acreditam que os computadores de campanha devem ter sido infectados através de e-mails contendo malwares e, segundo Alan Brill, diretor administrativo sênior da Kroll Advisory Solutions, os códigos encontrados nas máquinas na época revelavam um esquema de espionagem muito sofisticado.

O governo e o exército chinês foram acusados de muitos casos de ciberespionagem estratégica nos últimos meses, principalmente depois que o jornal norte-americano The New York Times revelou que sua rede interna havia sido invadida e que a invasão era proveniente do país asiático. Logo depois desse anúncio, outras empresas relataram invasões similares, como Facebook, Microsoft, Apple e The Wall Street Journal.

As autoridades da China, por sua vez, negam qualquer participação com casos de espionagem cibernética e roubo de informações dos Estados Unidos. E durante a visita do presidente chinês Xi Jinping ao país, Barack Obama planeja discutir os atuais casos de ciberespionagem e o possível papel da China nesse esquema.