Governo esconde possível falha de segurança no metrô de São Paulo

Por Redação | 15.04.2013 às 16:00

No último sábado (13), São Paulo foi palco do evento de segurança 'Hacking Day 2013', e, em meio a diversas palestras sobre o assunto, a que ganhou destaque foi uma que não aconteceu. O assunto? Uma possível grande falha no sistema de segurança do metrô de São Paulo.

Um especialista de segurança que se autointitula 'Mister M' foi o responsável pela descoberta dessa falha que pode paralisar todo o sistema de circulação do metrô. De acordo com o Gizmodo, a palestra precisou ser cancelada logo após a divulgação da programação do Hacking Day devido a uma ordem do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC).

A palestra, intitulada “Como paralisar uma linha de trem em São Paulo”, faria parte de um conjunto de painéis onde profissionais e estudantes da área de segurança comentam os problemas e discutem possíveis soluções para os casos.

Porém, assim que o cronograma do Hacking Day 2013 foi ao ar, Gustavo Lima, do blog Coruja de TI e responsável pela programação do evento, foi notificado pelo DEIC e chamado para prestar depoimento sobre o conteúdo da palestra referente à suposta falha do metrô.

Um detalhe interessante dessa história é que Gustavo afirma ter alertado o governo a respeito do problema e da discussão do assunto durante a palestra, mas não teve nenhuma resposta das autoridades. A tal notificação dizia que Gustavo deveria prestar contas a respeito de um assunto com "natureza de perigo de desastre ferroviário, incitação ao crime e prática de sabotagem".

Notificação DEIC metrô sp

Em seu blog, Gustavo diz que compareceu até a delegacia indicada na notificação e que lá "foi solicitado o cancelamento dessa palestra, que será apresentada posteriormente em uma reunião às autoridades competentes e ao governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin".

No final das contas, ninguém pode mais falar a respeito da tal falha. E 'ninguém' inclui também o governo do estado, que não se manifestou para dizer se a falha realmente existe e se ela foi corrigida.