Golpes financeiros online caíram 35% em 2014

Por Redação | 11 de Março de 2015 às 08h29

De acordo com um levantamento feito pela firma de segurança Symantec, as campanhas de conscientização quanto aos riscos presentes na rede e uma atenção maior das autoridades fizeram cair em 35% o total de golpes a essa indústria em 2014. De acordo com a empresa, houve redução em praticamente todas as modalidades de ataques relacionados a pagamentos e internet banking, uma vez que tais formas de atuação têm se mostrado cada vez menos efetivas.

Os spams, por exemplo, tiveram a maior redução de todas, com 74% menos tentativas de phishing registradas no ano passado. O total, porém, ainda é preocupante. De acordo com a Symantec, ninguém está seguro e nada menos do que 1,4 mil instituições financeiras, de 86 países, se viram alvo de ataques hackers, sempre com foco de obter informações pessoais dos clientes ou na tentativa de desviar pagamentos e outras remessas de dinheiro.

No Brasil, por exemplo, é justamente esse último o tipo de golpe mais frequente. Os boletos foram o destino certo dos hackers em boa parte dos ataques realizados por aqui, com softwares que infectam computadores e alteram a linha digitável do documento, desviando o pagamento de seu destinatário original para contas administradas por criminosos.

Apesar das instituições bancárias reconhecidas terem sido o maior alvo – 95% de todos os trojans analisados pela Symantec tinham como alvo uma única instituição financeira, de forma individual ou não –, os bandidos estão cada vez mais procurando destinos fora desse sistema. Por isso, na mesma medida em que se reduziu a quantidade de ataques a bancos e meios de pagamentos, aumentaram aqueles aos gerenciadores de sistema e câmbios de Bitcoins.

Além disso, a empresa de segurança percebeu um aumento considerável nos ataques de engenharia social que, apesar de não terem como foco o sistema bancário, são usados para obter informações com tal finalidade. Ondas de spam são lançadas na tentativa de infectar computadores dos usuários e até mesmo dos funcionários, enquanto sequestros de DNS também foram registrados para exibir páginas falsas e obter dados.

Continuando os esforços que parecem estar dando certo, então, a Symantec dá algumas dicas do que os usuários podem fazer para se proteger. As sugestões são as de sempre: mantenha seu antivírus e firewall sempre ativos e atualizados, desconfie de e-mails não solicitados ou que venham de fontes desconhecidas e, em hipótese alguma, execute anexos em mensagens cujo destinatário você não conhece. Além disso, é ideal utilizar senhas fortes para todos os serviços online e, quando possível, habilitar serviços de notificação de logins ou autenticação em dois fatores para dificultar uma intrusão.

Sobre o golpe do boleto, o mais popular por aqui, a companhia ainda indica um cuidado maior com os códigos de barras. Caso eles não funcionem, entre em contato com a instituição bancária ou a empresa que os emitiu. Além disso, caso desconfie, compare as linhas digitáveis com contas enviadas anteriormente, já que, quando emitidas pela mesma instituição, a primeira metade dos números geralmente são iguais.

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