Gasto médio com cibercrimes cresceu 95% desde 2010

Por Redação | 14 de Outubro de 2014 às 16h00

Um estudo realizado pelo Ponemon Institute, que consultou mais de 257 empresas norte-americanas, mostrou que o investimento dos Estados Unidos para solucionar ataques eletrônicos foi o maior do mundo. O país teve um custo médio anual de US$ 12,7 milhões para solucionar ataques eletrônicos em 2014 - em 2010 esse gasto médio era de US$ 6,5 milhões e o aumento foi de 95% nos últimos quatro anos.

Divulgada pelo Financial Times, pesquisa ainda mostrou que a Alemanha vem logo em seguida com média de US$ 8,1 milhões investidos contra o cibercrime. O Japão aparece em terceiro com US$ 6,9 milhões e a França em seguida com US$ 6,4 milhões.

O relatório também apontou quais foram os setores mais prejudicados pelo cibercrime em 2014: as empresas de energia e serviços financeiros lideraram o ranking com as maiores perdas financeiras motivadas por crimes cibernéticos. Em seguida aparecem os setores de tecnologia, indústria e serviços. Em contrapartida, três segmentos apresentaram menores gastos com crimes cibernéticos do que a média anual: mídia, ciências da vida e cuidados de saúde.

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O número de ataques eletrônicos que obtiveram sucesso também cresceu e em grandes proporções: 144% desde 2010. Isso aconteceu devido à crescente sofisticação dos ataques que passaram o nível de capacidade das defesas cibernéticas. O estudo ainda revela que o tempo médio empreendido para a detecção de um ataque aumentou, elevando, consequentemente, o custo necessário para reverter os estragos quando o problema é identificado.

Dois tipos de ataques foram identificados como sendo os que geraram mais prejuízos. O de implantação de código malicioso em software, usado para manipular os sistemas de uma empresa, e o de negação de serviço, onde os hackers bombardeiam os servidores de uma empresa e geram tráfego intenso para deixar o site inacessível.

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