Futuro sombrio: de 2015 em diante, ataques hackers só ficarão piores

Por Redação | 09 de Dezembro de 2014 às 11h22

As revelações feitas por Edward Snowden em junho do ano passado detonaram o maior escândalo de espionagem digital de todos os tempos e revelaram as práticas de vigilância ostensiva do governo dos EUA. Segundo a McAfee, de 2015 em diante esse tipo de vigilância será apenas um dos quesitos que tornará a ameaça online muito mais perigosa.

Segundo o relatório 2015 Threats Predictions, que traça um panorama sombrio do que está por vir ano após ano, o número de ataques hackers só crescerá a partir do ano que vem e, na mesma medida, os criminosos se tornarão mais arrojados e versáteis. Para a empresa de segurança digital, está acabando a época dos ataques de phishing mal feitos, dos vírus que se instalam nos computadores por meio de arquivos baixados e dos ataques DDoS feitos apenas “por diversão”.

Para os especialistas do McAfee Labs, citados pelo site Business Insider, esse tipo de golpe ainda vai existir, mas sua escala não deve ser pequena se comparada a de grandes ataques que serão realizados por nações rivais e hackers “profissionais”. Os DDoS devem continuar a acontecer, por exemplo, mas terão como foco a quebra de infraestruturas importantes, enquanto os malwares assumirão um papel de invasor em redes e destruidor de informações vitais.

Além disso, os hackers se tornarão mais pacientes, se instalando em redes e permanecendo ocultos até conseguirem as informações que desejam. Isso será particularmente perigoso no caso das empresas, que, em muitos casos, não terão nem mesmo como saber que um invasor está alojado em suas redes e poderão acabar descobrindo uma brecha tarde demais. Dispositivos conectados, câmeras de segurança e outros equipamentos da Internet das Coisas também devem ser cada vez mais usados na obtenção de informações que levem a ataques concentrados.

A McAfee aponta para os setores de indústria, saúde e agricultura como os principais alvos dos hackers no ano que vem. Levando em conta que, principalmente nos dois primeiros, o uso de dispositivos mobile e aparelhos da Internet das Coisas só cresce, amplia-se também a necessidade de uma política de segurança que lide com isso e evite invasões, brechas e vazamento de dados - o que, segundo a McAfee, não está sendo feito pela maioria das empresas.

Além disso, o comércio também continuará sendo um dos alvos mais importantes. A chegada de dispositivos de pagamento por Bluetooth ou NFC poderá compor um novo nicho para os hackers, que poderão invadir tais sistemas à distância em busca de informações de pagamento que trafegam por eles. Além disso, deve crescer o número de ataques direcionados a infraestruturas internas, como o que aconteceu recentemente na Sony Pictures.

O usuário final também deve ser diretamente afetado por ransomwares, os softwares maliciosos que se instalam nos equipamentos e, como o nome já indica, acaba por sequestrá-los. Todo o sistema é travado e só é liberado mediante um pagamento em dinheiro. A prática vem se mostrando bastante efetiva devido ao fato de boa parte dos ataques se disfarçar como mensagens de autoridades, cobrando multas por um suposto comportamento irregular.

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